Direito Bancário

Juros Abusivos no Empréstimo Consignado CLT: Guia Completo para Identificar e Lutar Pelos Seus Direitos

Equipe SolucioneAqui
6 de janeiro de 2026
10 min de leitura
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Foto: Karola G/Pexels

Principais Pontos

  • O Custo Efetivo Total (CET) é o verdadeiro indicador do custo do empréstimo consignado, incluindo juros, taxas e seguros.
  • Compare o CET do seu contrato com as taxas médias divulgadas pelo Banco Central (BACEN) para a época da contratação, pois uma diferença significativa pode indicar abusividade.
  • Além dos juros, fique atento a vendas casadas, tarifas indevidas e falta de transparência, que também são práticas abusivas e ilegais.
  • Em caso de suspeita, tente negociar com o banco, procure o Procon e, se necessário, entre com uma Ação Revisional com auxílio jurídico especializado.
  • Sempre pesquise, compare o CET de diferentes instituições e leia atentamente o contrato antes de assinar para evitar novas armadilhas.

Aviso Legal: Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica profissional. Consulte um advogado para seu caso específico.

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Você confia no empréstimo consignado CLT por suas taxas supostamente baixas e facilidade de pagamento, certo? Milhares de trabalhadores brasileiros utilizam essa modalidade para realizar sonhos, quitar dívidas ou lidar com imprevistos. A promessa de juros menores e o desconto direto em folha tornam essa opção muito atraente.

No entanto, o que muitos não sabem é que, mesmo em um produto financeiro tão comum e aparentemente seguro, podem se esconder juros abusivos. Essa prática desonesta pode transformar uma solução em um verdadeiro pesadelo financeiro, corroendo seu salário e comprometendo seu orçamento familiar sem que você perceba.

Este guia completo foi criado para te capacitar. Vamos desvendar como identificar, comprovar e combater os juros abusivos em seu consignado CLT, garantindo que você proteja seu suado dinheiro e seus direitos como consumidor. Prepare-se para tomar as rédeas da sua vida financeira!

1. Entenda o Empréstimo Consignado CLT: Vantagens e Riscos Ocultos

1.1. O Que É o Consignado CLT e Por Que Ele Atrai?

O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício do contratante. No caso do Consignado CLT, ele é destinado a trabalhadores com carteira assinada. Essa característica principal, o desconto automático, reduz significativamente o risco de inadimplência para a instituição financeira.

Para o trabalhador, os benefícios iniciais são claros: taxas de juros teoricamente mais baixas (comparado a outras linhas de crédito pessoal), prazos de pagamento mais longos e facilidade na aprovação, já que o risco para o banco é menor. Recentemente, a Lei 15.179/25 estabeleceu o "Crédito do Trabalhador", buscando formalizar e oferecer taxas mais vantajosas para essa modalidade.

1.2. A Margem Consignável: Seu Limite de Endividamento

Um dos mecanismos de proteção do trabalhador é a margem consignável. Ela define o percentual máximo do seu salário líquido que pode ser comprometido com as parcelas do empréstimo. Atualmente, a margem para trabalhadores CLT é de 35% para empréstimos consignados, mais 5% para cartão de crédito consignado e mais 5% para cartão de benefício consignado.

Embora a margem seja um importante controle para evitar o superendividamento, ela por si só não é uma garantia contra abusos. É possível que, mesmo dentro da margem, as condições do seu empréstimo, especialmente os juros, sejam desproporcionais e injustas.

1.3. Onde Entram os Juros Abusivos? A Virada do Jogo

A atratividade do consignado, com suas taxas supostamente menores, pode levar muitos a contratarem sem uma análise profunda. É nesse ponto que o que parece ser uma excelente solução financeira pode se transformar em um problema, caso a instituição financeira aplique juros acima do razoável.

2. Juros Abusivos: O Que São e Por Que São Perigosos?

2.1. Definição de Juros Abusivos: Indo Além da Percepção

Juros abusivos são aqueles que extrapolam a média de mercado para o tipo de operação financeira em questão, configurando um enriquecimento ilícito por parte do credor. Não se trata apenas de achar o juros "caro", mas sim de identificar uma taxa desproporcional e injusta, que vai muito além do que seria esperado para o risco da operação e os custos administrativos do banco.

A lei brasileira considera abusiva uma cláusula que coloque o consumidor em desvantagem exagerada, incompatível com a boa-fé ou a equidade. E é exatamente isso que acontece quando os juros cobrados são muito acima da média do mercado.

2.2. O Impacto Silencioso no Seu Bolso e na Sua Qualidade de Vida

O grande perigo dos juros abusivos é que eles corroem o seu dinheiro de forma silenciosa. Uma pequena diferença na taxa pode significar milhares de reais a mais pagos ao longo do contrato. Esse custo extra se traduz em menos dinheiro para suas necessidades básicas, para investir no futuro ou para realizar seus sonhos. O resultado é um orçamento familiar apertado, endividamento prolongado e uma queda na sua qualidade de vida.

2.3. O Mito da "Taxa Fixa Legal" para Consignado CLT

Muitas pessoas acreditam que existe um teto de juros legal para o empréstimo consignado CLT, mas isso é um mito. Embora para aposentados e pensionistas do INSS o Banco Central estabeleça um limite mensal, para o consignado privado (CLT), não há um teto legal preestabelecido.

Essa ausência de um limite fixo exige ainda mais atenção do consumidor. Sem uma "régua" definida por lei, o parâmetro para identificar a abusividade torna-se a comparação com as taxas médias praticadas pelo mercado, o que demanda um pouco mais de pesquisa e conhecimento por parte do trabalhador.

3. Como Identificar Juros Abusivos no Seu Consignado CLT: Um Guia Prático

Identificar juros abusivos pode parecer complexo, mas com as ferramentas certas, você pode fazer uma análise preliminar eficaz.

3.1. O Custo Efetivo Total (CET): Seu Verdadeiro Aliado

A taxa de juros nominal é apenas uma parte da história. Para saber o verdadeiro custo do seu empréstimo, você precisa olhar para o Custo Efetivo Total (CET). O CET inclui não apenas a taxa de juros, mas também todas as despesas e encargos cobrados na operação, como:

  • Tarifas (de cadastro, de avaliação, etc.)
  • Impostos (IOF)
  • Seguros (muitas vezes embutidos e opcionais, mas vendidos como obrigatórios)
  • Outros serviços (como registro de contrato)

É o CET que reflete o valor total que você realmente pagará pelo empréstimo. Sempre compare o CET, e não apenas a taxa de juros nominal!

3.2. A Referência do Banco Central do Brasil (BACEN): Seu Termômetro de Mercado

O Banco Central do Brasil (BACEN) publica mensalmente as taxas de juros médias praticadas pelas instituições financeiras para diversas modalidades de crédito, incluindo o empréstimo consignado para trabalhadores de empresas privadas (CLT). Essa é a sua principal ferramenta para identificar abusividade.

Como comparar:

  1. Encontre seu CET: No seu contrato de empréstimo, procure pelo Custo Efetivo Total (CET).
  2. Consulte o BACEN: Acesse o site do Banco Central do Brasil (www.bcb.gov.br) e navegue até a seção de "Estatísticas" > "Taxas de Juros". Procure pela modalidade "Pessoa Física - Empréstimo Consignado (Setor Privado)".
  3. Compare as datas: É crucial comparar o CET do seu contrato com a taxa média do BACEN referente ao mês em que você assinou o contrato ou um período muito próximo. As taxas flutuam, então uma comparação com a taxa atual pode ser imprecisa.

Quando considerar abusivo? Não há um percentual fixo definido em lei, mas a jurisprudência (decisões dos tribunais) e a maioria dos especialistas consideram que juros podem ser abusivos quando o CET do seu contrato é significativamente superior à média de mercado divulgada pelo BACEN. Alguns juristas apontam que uma diferença de 50% ou 1.5 a 2 pontos percentuais acima da média já pode ser um forte indício.

3.3. Além dos Juros: Outros Indicadores de Abusividade no Contrato

A abusividade não se limita apenas à taxa de juros. Outras práticas podem indicar irregularidades:

  • "Venda Casada": Ocorre quando a contratação do empréstimo está condicionada à aquisição de outro produto ou serviço (ex: um seguro que você não pediu ou não precisava). Isso é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor.
  • Tarifas e Encargos Injustificados: Cobrança de taxas como TAC (Tarifa de Abertura de Crédito) ou TEC (Tarifa de Emissão de Carnê) sem a devida prestação de serviço ou fora das permissões legais.
  • Capitalização de Juros em Períodos Inferiores ao Mensal: A cobrança de juros sobre juros em prazos menores que um mês (juros compostos diários, por exemplo) é geralmente considerada ilegal fora de casos específicos.
  • Descontos que Excedem a Margem Consignável Legal: Caso o desconto ultrapasse o limite de 35% (ou os adicionais de cartão consignado) do seu salário líquido.
  • Renovações Automáticas Sem Consentimento: Seu empréstimo é renovado sem sua expressa autorização.
  • Falta de Transparência e Informações Claras: O contrato não apresenta o CET de forma clara, ou as condições são difíceis de entender.

3.4. Documentos Essenciais para a Análise

Para uma análise completa e para eventual comprovação de abusividade, você precisará ter em mãos:

  • O contrato de empréstimo original (ou cópia integral).
  • Extratos de pagamento, comprovantes de desconto em folha e demonstrativos.
  • Demonstrativos do Custo Efetivo Total (CET) que o banco é obrigado a fornecer.

4. Suspeita de Abusividade? Saiba Como Agir e Quais Passos Tomar!

Descobriu que seu empréstimo pode ter juros abusivos ou outras irregularidades? Não entre em pânico. Existem passos claros que você pode seguir.

4.1. 1º Passo: Negociação Direta com a Instituição Financeira

O primeiro e mais simples caminho é tentar resolver diretamente com o banco ou financeira. Entre em contato, apresente suas suspeitas e peça uma revisão do contrato ou explicações detalhadas sobre as taxas e encargos. Registre todos os protocolos de atendimento.

4.2. 2º Passo: Busque Ajuda de Órgãos de Defesa do Consumidor

Se a negociação direta não for frutífera, procure órgãos como o Procon da sua cidade. O Procon pode intermediar a situação, agendando uma audiência de conciliação entre você e a instituição financeira. Muitas vezes, a presença de um mediador ajuda a encontrar uma solução.

4.3. 3º Passo: A Ação Revisional: Quando Recorrer à Justiça

Se todas as tentativas administrativas falharem, a alternativa é ajuizar uma "Ação Revisional de Contrato Bancário". Esta é uma medida legal que visa:

  • Corrigir o contrato: Ajustar as taxas de juros para a média de mercado.
  • Recuperar valores pagos indevidamente: Caso você já tenha pago mais do que o justo, é possível pedir a restituição desses valores, corrigidos monetariamente e, em alguns casos, em dobro.
  • Anular cláusulas abusivas: Eliminar vendas casadas ou outras práticas ilegais.

4.4. 4º Passo: A Importância da Assistência Jurídica Especializada

Para ingressar com uma Ação Revisional, a assistência de um advogado especializado em direito bancário é crucial. Ele será capaz de:

  • Analisar seu contrato: Identificar com precisão as cláusulas abusivas e os juros fora da média.
  • Realizar o cálculo pericial: Um perito contábil irá calcular o valor correto do empréstimo com as taxas justas e o montante a ser restituído.
  • Representá-lo em juízo: Defender seus direitos e buscar a melhor solução judicial para o seu caso.

Não hesite em buscar um profissional. É um investimento que pode proteger e recuperar uma parte significativa do seu patrimônio.

5. Seus Direitos e a Lei: O Código de Defesa do Consumidor (CDC)

5.1. Proteção Contra Cláusulas Abusivas no Consignado CLT

O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90) é a principal ferramenta legal para proteger o consumidor brasileiro. Ele estabelece princípios como a boa-fé e o equilíbrio nas relações de consumo e proíbe práticas abusivas.

Artigos chave do CDC que fundamentam a defesa contra juros e cláusulas abusivas incluem:

  • Art. 6º, IV: Garante a proteção contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços.
  • Art. 51, IV: Considera nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam obrigações iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade.
  • Art. 39, V: Veda ao fornecedor exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva.

O CDC visa equilibrar a relação, que é naturalmente desigual, entre o consumidor (você) e a instituição financeira.

5.2. A Jurisprudência e a Ausência de Limites Fixos

Como mencionado, não há um teto de juros para o consignado CLT. Nesses casos, os tribunais brasileiros (e a jurisprudência) utilizam a taxa média de mercado divulgada pelo Banco Central (BACEN) como principal balizador para determinar se os juros são abusivos. A simples superação da taxa média não garante a abusividade, mas se a diferença for muito grande, a chance de sucesso em uma ação revisional aumenta consideravelmente.

5.3. O Programa "Crédito do Trabalhador": Uma Nova Perspectiva

O recém-instituído Programa "Crédito do Trabalhador" (Lei 15.179/25) visa justamente centralizar e formalizar as ofertas de crédito consignado para trabalhadores de empresas privadas, com o objetivo de garantir taxas mais justas e transparentes. É importante ficar atento a essa iniciativa, que pode trazer mais segurança para futuras contratações.

6. Evite Novas Armadilhas: Dicas para Contratar Consignado de Forma Segura

A melhor defesa é a prevenção. Siga estas dicas para evitar cair em armadilhas de juros abusivos:

6.1. Pesquise e Compare Sempre: A Regra de Ouro

Nunca feche o primeiro negócio que aparecer. Utilize simuladores de crédito online e compare o Custo Efetivo Total (CET) de diferentes instituições financeiras. Consulte sempre as taxas médias divulgadas pelo Banco Central (BACEN) antes de assinar qualquer contrato para ter um parâmetro do que é justo.

6.2. Leia Atentamente o Contrato: Cada Detalhe Importa

Não assine o contrato sem antes ler cada cláusula com muita atenção. Pergunte sobre tudo o que não entender. Confirme se o CET apresentado verbalmente é o mesmo que está no documento. Peça uma cópia para ler em casa, se necessário.

6.3. Desconfie de Ofertas "Milagrosas"

Se a taxa de juros ou o CET oferecido estiver muito abaixo da média de mercado, desconfie. Ofertas "boas demais para ser verdade" geralmente escondem algum tipo de pegadinha ou custo adicional disfarçado.

6.4. Não Ceda à "Venda Casada": Exija Seus Direitos

Lembre-se: a venda casada é proibida. Nenhuma instituição financeira pode condicionar a liberação do seu empréstimo à contratação de um seguro, título de capitalização ou qualquer outro serviço que você não deseja. Recuse e denuncie se isso acontecer.

Conclusão: Não permita que juros abusivos minem sua estabilidade financeira e comprometam seu futuro. O conhecimento é sua principal ferramenta de defesa. Ao entender como identificar essas práticas indevidas e quais medidas tomar, você se posiciona de forma proativa contra abusos, garantindo um consumo de crédito consciente e justo. Seu salário é resultado do seu trabalho e deve ser protegido.

Perguntas Frequentes

O que é a margem consignável e como ela se relaciona com juros abusivos?
A margem consignável é o limite do seu salário que pode ser comprometido com o empréstimo (35% para consignado, mais 5% para cartão de crédito e 5% para cartão de benefício). Embora seja uma proteção contra o superendividamento, ela não impede que os juros cobrados dentro dessa margem sejam abusivos, ou seja, desproporcionais e acima da média de mercado.
Como posso saber se a taxa de juros do meu consignado CLT é abusiva?
Você pode identificar juros abusivos verificando o Custo Efetivo Total (CET) do seu contrato e comparando-o com as taxas médias de juros para empréstimo consignado (setor privado) divulgadas pelo Banco Central (BACEN) para o mês em que você contratou. Uma diferença muito grande entre o seu CET e a média do BACEN pode indicar abusividade.
O que devo fazer se suspeitar de juros abusivos no meu contrato?
Se você suspeitar de juros abusivos, o primeiro passo é tentar negociar diretamente com a instituição financeira. Caso não obtenha sucesso, procure órgãos de defesa do consumidor como o Procon. Se a questão persistir, a alternativa é buscar a assistência de um advogado especializado para entrar com uma Ação Revisional de Contrato Bancário na justiça.
A "venda casada" também é considerada uma prática abusiva?
Sim, a venda casada é uma prática abusiva e é proibida pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Se a instituição financeira condicionou a liberação do seu empréstimo à contratação de um seguro, título de capitalização ou qualquer outro serviço que você não deseja ou não precisava, isso é uma prática ilegal e pode ser contestado.
Quais documentos são essenciais para analisar se há abusividade no meu empréstimo?
Para uma análise completa e eventual comprovação de abusividade, você precisará do contrato de empréstimo original (ou cópia integral), extratos de pagamento com os descontos em folha, e os demonstrativos do Custo Efetivo Total (CET) que a instituição financeira é obrigada a fornecer.

Fontes e Referências

Este artigo foi pesquisado e verificado usando as seguintes fontes oficiais:

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