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Divórcio Consensual: O Guia Completo para uma Separação Amigável e Sem Desgaste

Equipe SolucioneAqui
2 de janeiro de 2026
7 min de leitura
Elegant legal office with a close-up of golden scales of justice on a sleek dark desk.
Foto: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels

Principais Pontos

  • Divórcio consensual permite uma separação rápida, econômica e com menor desgaste emocional, com o casal decidindo todos os termos.
  • Pode ser feito em cartório (extrajudicial) se não houver filhos menores ou incapazes, ou se as questões dos filhos já foram resolvidas judicialmente (Resolução CNJ 571/2024).
  • É judicial quando há filhos menores ou incapazes, exigindo a intervenção do Ministério Público para proteger seus interesses.
  • A presença de um advogado é obrigatória em ambas as modalidades, garantindo segurança jurídica e eficiência no processo.
  • O acordo deve abranger a partilha de bens e dívidas, guarda, pensão e convivência dos filhos, e a opção de retomar o nome de solteiro.

Aviso Legal: Este conteúdo é informativo e não substitui orientação jurídica profissional. Consulte um advogado para seu caso específico.

Analise Seu Caso Familiar

Verifique seus direitos em divórcio, guarda ou pensão alimentícia.

O fim de um casamento é, sem dúvida, um momento delicado, mas é fundamental entender que ele não precisa ser sinônimo de guerra ou de um campo de batalha judicial. Muitas pessoas ainda imaginam o divórcio como um processo longo, caro e, acima de tudo, emocionalmente exaustivo, repleto de brigas e desentendimentos. Felizmente, existe uma alternativa que transforma a separação em um caminho de respeito mútuo, agilidade e soluções pacíficas: o divórcio consensual. Esta modalidade permite que você e seu ex-cônjuge encerrem o ciclo de forma madura, preservando a saúde mental de todos os envolvidos, especialmente a dos filhos. Neste guia completo, você aprenderá desde a definição clara do divórcio consensual até o passo a passo de como fazê-lo, os documentos necessários, os custos envolvidos e os prazos esperados. Nosso objetivo é fornecer todas as informações para que você possa planejar essa transição para um novo capítulo da sua vida com tranquilidade e segurança.

O Que É Divórcio Consensual e Por Que Ele É a Melhor Opção?

Divórcio Consensual (Amigável): Definição Essencial

O divórcio consensual, também conhecido como divórcio amigável, ocorre quando o casal está em total acordo sobre todos os termos da separação. Isso inclui:

  • A partilha de bens e dívidas;
  • A guarda dos filhos (se houver);
  • A pensão alimentícia para os filhos e, eventualmente, para um dos cônjuges;
  • O regime de visitas e convivência;
  • E a eventual retomada do nome de solteiro ou a manutenção do nome de casado. A diferença fundamental aqui é o consenso. Ao contrário do divórcio litigioso, onde não há acordo e um juiz precisa decidir sobre cada ponto, no consensual as próprias partes definem seu futuro.

As Grandes Vantagens de Escolher o Caminho Consensual

Optar pelo divórcio consensual traz benefícios inegáveis:

  • Rapidez: O processo é significativamente mais ágil, pois não há necessidade de audiências para conciliação ou instrução, nem longas discussões sobre cada ponto.
  • Economia: Os custos geralmente são menores, tanto em taxas quanto em honorários advocatícios, quando comparado ao litigioso, que pode se estender por anos.
  • Menor Desgaste Emocional: Preserva a saúde mental das partes e dos filhos, evitando conflitos prolongados e o estresse de um ambiente hostil.
  • Maior Controle e Autonomia: O casal tem a liberdade de decidir sobre seu próprio futuro, adaptando o acordo às suas necessidades específicas, sem imposições de terceiros.

Divórcio Consensual: Judicial ou Extrajudicial (Em Cartório)?

O divórcio consensual pode ser realizado de duas formas principais: em cartório (extrajudicial) ou na justiça (judicial). A escolha entre uma e outra depende de alguns critérios.

Divórcio Extrajudicial: A Opção Mais Rápida e Simples

O divórcio extrajudicial, feito diretamente em um Tabelionato de Notas por meio de escritura pública, é a opção mais ágil e descomplicada. Contudo, ele só é permitido se o casal cumprir algumas condições indispensáveis:

  • Não ter filhos menores ou incapazes (com algumas exceções, veja abaixo);
  • Haver total consenso sobre todos os termos da separação. A grande novidade veio com a Resolução CNJ 571/2024, que flexibilizou uma dessas condições. Agora, é possível realizar o divórcio em cartório mesmo com filhos menores, desde que as questões relativas a eles (como guarda, pensão e convivência) já tenham sido previamente resolvidas na Justiça e devidamente homologadas pelo Ministério Público. Essa é uma mudança importante que pode acelerar muitos processos.

Divórcio Judicial Consensual: Quando a Justiça é Necessária

O divórcio judicial consensual é compulsório quando há filhos menores de 18 anos ou incapazes, mesmo que haja consenso total entre os pais. A intervenção judicial se torna necessária para garantir que os direitos e interesses dos menores sejam devidamente protegidos. Nesse caso, o Ministério Público atua como fiscal da lei, analisando o acordo para assegurar que as condições estabelecidas para os filhos (guarda, pensão e visitas) sejam justas e adequadas. Após a análise e parecer do Ministério Público, o juiz homologa o acordo, tornando-o uma sentença judicial.

Divórcio Consensual Passo a Passo: O Caminho Para a Liberdade

Entender o processo é crucial para uma separação tranquila. Veja o passo a passo:

1. A Decisão Conjunta e o Acordo Mútuo

O primeiro e mais importante passo é a decisão conjunta de se divorciar e o estabelecimento de um consenso sobre todos os termos da separação. Discutam abertamente e cheguem a um acordo sobre bens, dívidas, guarda, pensão, visitas e nome.

2. A Contratação do Advogado: Peça Chave no Processo

A presença de um advogado é obrigatória para ambas as modalidades de divórcio (judicial e extrajudicial), mesmo que seja consensual. O casal pode optar por ter um único advogado para ambos, desde que não haja conflito de interesses, ou cada um pode ter o seu. É altamente recomendável que o profissional seja especialista em Direito de Família.

3. Reunião da Documentação Necessária: Prepare-se!

Para agilizar o processo, reúna os seguintes documentos:

  • Documentos pessoais dos cônjuges: RG, CPF, comprovante de residência.
  • Certidão de casamento atualizada (emitida há menos de 90 dias).
  • Certidão de nascimento dos filhos (se houver).
  • Pacto antenupcial (se houver, registrado em cartório).
  • Documentos dos bens e dívidas a serem partilhados: matrículas de imóveis, CRLV de veículos, extratos bancários, contratos de financiamento, etc.

4. Elaboração do Acordo de Divórcio (Petição ou Minuta)

Com os documentos em mãos e os termos definidos, o advogado irá redigir o documento formal que expressa todos os termos acordados. Se for judicial, será uma petição; se for extrajudicial, uma minuta para a escritura pública.

5. Protocolo e Homologação (Judicial) ou Lavratura (Extrajudicial)

  • Via Judicial: A petição é protocolada no Poder Judiciário. Se houver filhos menores, o Ministério Público emitirá um parecer. Após a análise e a aprovação do juiz, o acordo é homologado por sentença.
  • Via Extrajudicial: O casal, acompanhado do advogado, comparece ao Tabelionato de Notas para a leitura e assinatura da escritura pública de divórcio.

6. A Averbação: A Certidão de Casamento Atualizada

Após a homologação judicial ou a lavratura da escritura pública, o passo final é a averbação do divórcio no Cartório de Registro Civil onde o casamento foi registrado. É isso que formalmente altera seu estado civil. Se houver partilha de bens como imóveis ou veículos, averbações em outros órgãos (como o Registro de Imóveis ou o Detran) também serão necessárias para atualizar a propriedade.

O Que Definir no Acordo de Divórcio Consensual?

O acordo de divórcio é o coração do processo consensual. Nele, vocês irão formalizar as decisões sobre os seguintes pontos:

Partilha de Bens e Dívidas: Transparência e Justiça

É a divisão de todo o patrimônio adquirido durante o casamento, sejam bens (imóveis, veículos, investimentos) ou dívidas (empréstimos, financiamentos). A partilha deve seguir o regime de bens do casamento (comunhão parcial, comunhão universal, etc.) e o que for acordado pelas partes, buscando sempre a transparência e a justiça.

Guarda, Pensão Alimentícia e Convivência dos Filhos: Prioridade Absoluta

Se houver filhos menores ou incapazes, este é o ponto mais sensível e crucial do acordo. Deverão ser definidos:

  • Guarda: Se será compartilhada (ambos os pais têm responsabilidade e dividem o tempo de convivência) ou unilateral (um dos pais detém a guarda e o outro tem direito a visitas). A guarda compartilhada é a regra geral no Brasil, buscando o melhor interesse da criança.
  • Pensão Alimentícia: O valor, a forma de pagamento e o índice de correção da pensão, que deve suprir as necessidades dos filhos em moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, etc.
  • Convivência (Visitas): O regime de visitas e convivência entre o pai/mãe que não detém a guarda e os filhos, incluindo feriados, férias e datas comemorativas.

Retomada do Nome de Solteiro: Uma Escolha Pessoal

A mulher (e, em casos específicos, o homem) tem a opção de manter o nome de casada ou retomar o nome de solteira. Esta é uma escolha pessoal que deve ser expressa claramente no acordo.

Prazos e Custos do Divórcio Consensual: É Mais Acessível?

Uma das grandes vantagens do divórcio consensual é a previsibilidade e a otimização de tempo e recursos.

Quanto Tempo Leva? Rapidez que Surpreende

  • Extrajudicial (em Cartório): Pode ser concluído de forma surpreendentemente rápida, muitas vezes em até 24 horas a 7 dias úteis, desde que toda a documentação esteja em ordem e o consenso seja total.
  • Judicial Consensual (sem filhos): Em média, o processo pode levar de 30 a 60 dias, dependendo da agilidade da Vara de Família e do trâmite processual local.
  • Judicial Consensual (com filhos): Geralmente, de 60 a 90 dias, um pouco mais demorado devido à atuação do Ministério Público, mas ainda assim muito mais rápido do que um divórcio litigioso.

Quanto Custa? Investimento em Paz e Agilidade

Os custos de um divórcio consensual são significativamente menores e mais previsíveis em comparação com o litigioso. Eles geralmente incluem:

  • Taxas cartorárias: Para o divórcio extrajudicial (valor tabelado por estado).
  • Custas judiciais: Para o divórcio judicial (valor tabelado por estado, pode haver isenção para hipossuficientes).
  • Honorários advocatícios: O valor varia de acordo com o profissional, a complexidade do caso e o estado. É importante ressaltar que, em qualquer cenário, o investimento em um divórcio consensual é um custo para a paz e agilidade, economizando recursos financeiros e emocionais a longo prazo.

Conclusão: Recomece Sua Vida Com Respeito e Tranquilidade

O divórcio consensual é, sem dúvida, a forma mais inteligente e madura de encerrar um ciclo. Ao optar por essa modalidade, você demonstra não apenas respeito pelo seu ex-cônjuge, mas também por si mesmo e, principalmente, pelo bem-estar de seus filhos. Com menos desgaste emocional, mais rapidez e custos reduzidos, o divórcio amigável pavimenta um caminho de paz para que cada um possa recomeçar sua vida com segurança e planejamento. Para garantir que todo o processo seja conduzido com a máxima segurança jurídica e eficiência, a escolha de um advogado especializado em Direito de Família é fundamental. Ele será o seu guia, assegurando que todos os seus direitos sejam protegidos e que o divórcio ocorra de forma tranquila e definitiva.

Perguntas Frequentes

É obrigatório ter advogado no divórcio consensual?
Sim, a presença de um advogado é obrigatória tanto para o divórcio consensual extrajudicial (em cartório) quanto para o judicial, mesmo que o casal esteja em total acordo. Ele garante a segurança jurídica do processo e a proteção dos direitos das partes.
Posso fazer divórcio consensual em cartório se tiver filhos menores?
Originalmente não, mas com a Resolução CNJ 571/2024, sim. É possível fazer o divórcio em cartório mesmo com filhos menores, desde que as questões relativas a eles (guarda, pensão e convivência) já tenham sido previamente resolvidas na Justiça e homologadas pelo Ministério Público.
Quanto tempo demora um divórcio consensual?
O divórcio extrajudicial (em cartório) pode ser concluído em 24 horas a 7 dias úteis. O divórcio judicial consensual sem filhos geralmente leva de 30 a 60 dias, e com filhos, de 60 a 90 dias, sendo significativamente mais rápido que o litigioso.
Quais documentos são necessários para o divórcio consensual?
Você precisará de RG, CPF e comprovante de residência dos cônjuges, certidão de casamento atualizada, certidão de nascimento dos filhos (se houver), pacto antenupcial (se houver) e documentos de bens e dívidas (matrículas de imóveis, CRLV de veículos, extratos bancários, etc.).
Qual a diferença entre divórcio consensual judicial e extrajudicial?
A principal diferença é a presença de filhos menores ou incapazes. O divórcio extrajudicial (em cartório) é para casais sem filhos menores (ou com questões dos filhos já resolvidas judicialmente). O divórcio judicial é obrigatório quando há filhos menores ou incapazes, pois exige a supervisão do Poder Judiciário e do Ministério Público para proteger os interesses dos menores.

Fontes e Referências

Este artigo foi pesquisado e verificado usando as seguintes fontes oficiais:

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