Petição de Assédio Moral no Trabalho
A Petição de Assédio Moral no Trabalho é o instrumento jurídico fundamental pelo qual um empregado busca a reparação por danos sofridos em decorrência de condutas abusivas, reiteradas e sistemáticas praticadas no ambiente laboral. Este documento visa demonstrar ao Poder Judiciário a ocorrência de atos que atentam contra a dignidade, integridade psíquica e profissional do trabalhador, configurando uma das mais graves violações dos direitos humanos no contexto das relações de trabalho. A sua importância reside na proteção da saúde mental e física do trabalhador, assegurando que o ambiente de trabalho seja um local de desenvolvimento e não de sofrimento. Elaborar uma petição inicial de assédio moral exige precisão na narrativa dos fatos, robustez na fundamentação jurídica e clareza nos pedidos. É através dela que se busca não apenas a indenização pelos danos morais e materiais eventualmente suportados, mas também a cessação das condutas assediadoras e a responsabilização dos assediadores e da empresa. O contexto legal brasileiro, especialmente a Constituição Federal e a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), oferece amparo para tais demandas, reconhecendo a necessidade de um ambiente de trabalho hígido e respeitoso, onde a dignidade da pessoa humana seja o valor supremo. Este modelo serve como um guia essencial para advogados e profissionais do direito na construção de uma peça processual eficaz.
Informações do modelo
- Tipo
- Petição Inicial
- Dificuldade
- Avançado
- Tempo estimado
- 5-8 horas (manual) vs 15 min (IA)
- Área
- Direito Trabalhista
- Atualizado
- 2026-03-14
Estrutura do modelo
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Petição de Assédio Moral no Trabalho
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA VARA DO TRABALHO DE [COMARCA] – [UF]
Preâmbulo padrão para petições iniciais trabalhistas, indicando o juízo competente e a qualificação inicial do Reclamante.
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA [NÚMERO DA VARA]ª VARA DO TRABALHO DE [COMARCA] – [UF]. [NOME COMPLETO DO RECLAMANTE], brasileiro(a), [estado civil], [profissão], portador(a) da cédula de identidade RG nº [NÚMERO DO RG] e inscrito(a) no CPF/MF sob o nº [NÚMERO DO CPF], PIS nº [NÚMERO DO PIS], CTPS nº [NÚMERO DA CTPS], série [SÉRIE DA CTPS], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO DO RECLAMANTE], por sua advogada infra-assinada, conforme instrumento de mandato anexo (Doc. 01), com escritório profissional na [ENDEREÇO DO ESCRITÓRIO DO ADVOGADO], onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente: **RECLAMAÇÃO TRABALHISTA COM PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR ASSÉDIO MORAL E RESCISÃO INDIRETA** contra [NOME COMPLETO OU RAZÃO SOCIAL DO RECLAMADO], pessoa jurídica de direito privado, inscrita no CNPJ sob o nº [NÚMERO DO CNPJ], com sede na [ENDEREÇO COMPLETO DO RECLAMADO], pelos fatos e fundamentos de direito a seguir expostos:
DA QUALIFICAÇÃO DAS PARTES E DA JUSTIÇA GRATUITA
Seção detalhando a qualificação das partes e o requerimento dos benefícios da justiça gratuita, conforme a legislação vigente.
1. **DA QUALIFICAÇÃO DAS PARTES** Conforme já preliminarmente qualificado(a) no preâmbulo desta exordial, o(a) Reclamante, [NOME DO AUTOR], foi admitido(a) pela Reclamada, [NOME DO RECLAMADO], em [DATA DE ADMISSÃO], para exercer a função de [FUNÇÃO DO RECLAMANTE], percebendo como última remuneração o valor de R$ [VALOR DO SALÁRIO], tendo seu contrato de trabalho extinto em [DATA DA EXTINÇÃO DO CONTRATO] (se for o caso de já ter sido extinto) ou estando ainda em vigor, mas insuportável pelas condições de assédio. 2. **DA JUSTIÇA GRATUITA** O(A) Reclamante declara, sob as penas da lei, que não possui condições de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo de seu sustento e de sua família, conforme dispõe o artigo 790, §§ 3º e 4º, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a redação dada pela Lei nº 13.467/2017 (Reforma Trabalhista). A declaração de hipossuficiência econômica, devidamente anexa a esta petição inicial (Doc. 02), é suficiente para comprovar a necessidade da concessão do benefício, conforme entendimento pacificado na jurisprudência pátria e em consonância com o artigo 99, § 3º, do Código de Processo Civil, aplicado subsidiariamente ao processo do trabalho. Desta forma, requer a concessão dos benefícios da justiça gratuita, isentando-o(a) do pagamento de quaisquer despesas processuais, inclusive as custas e os honorários periciais, se houver, em atenção ao princípio do acesso à justiça.
DA SÍNTESE DOS FATOS E DO ASSÉDIO MORAL SOFRIDO
Exposição detalhada e cronológica dos fatos que caracterizam o assédio moral, com indicação dos envolvidos e das consequências para o Reclamante.
O(A) Reclamante, durante o período de [DATA INÍCIO DO ASSÉDIO] a [DATA FIM DO ASSÉDIO ou ATÉ A PRESENTE DATA], foi submetido(a) a um ambiente de trabalho hostil e degradante, marcado por condutas abusivas e reiteradas por parte de [NOME DO ASSEDIADOR/SUPERIOR/COLEGA], com a conivência ou omissão da Reclamada. Tais condutas consistiram, dentre outras, em [DESCREVER DETALHADAMENTE AS CONDUTAS, EX: gritos e xingamentos diários, humilhações públicas em reuniões, desqualificação constante de seu trabalho, isolamento social no ambiente de trabalho, atribuição de tarefas impossíveis de serem cumpridas, retirada de suas ferramentas de trabalho, disseminação de boatos maliciosos sobre sua pessoa, etc.]. Em [DATA DO PRIMEIRO EPISÓDIO RELEVANTE], o(a) Reclamante foi [DESCREVER O EPISÓDIO ESPECÍFICO]. Em [DATA DO SEGUNDO EPISÓDIO RELEVANTE], novamente, [DESCREVER O SEGUNDO EPISÓDIO ESPECÍFICO], na presença de [NOMES DE TESTEMUNHAS, SE HOUVER]. Essa situação se tornou insustentável, gerando no(a) Reclamante um quadro de [DESCREVER AS CONSEQUÊNCIAS NA SAÚDE DO RECLAMANTE, EX: ansiedade severa, depressão, síndrome do pânico, insônia, perda de peso, problemas gastrointestinais], conforme comprovam os atestados médicos e laudos psicológicos anexos (Docs. 03 e 04). O assédio moral não se limitou a fatos isolados, mas configurou um processo contínuo de desqualificação e desrespeito, que afetou profundamente a vida pessoal e profissional do(a) Reclamante, comprometendo sua autoestima, sua capacidade de trabalho e sua inserção social. A inércia da Reclamada em coibir tais práticas, mesmo após o(a) Reclamante ter tentado comunicar a situação a [SETOR OU PESSOA RESPONSÁVEL NA EMPRESA], demonstra sua responsabilidade objetiva e subjetiva pelos danos causados, nos termos do artigo 932, inciso III, do Código Civil, e da teoria do risco da atividade.
DO DIREITO
Fundamentação jurídica do pedido de indenização por assédio moral, dano existencial e, se for o caso, rescisão indireta, com base na legislação e jurisprudência.
3.1. **DO ASSÉDIO MORAL E DA REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS** O assédio moral no ambiente de trabalho, conforme amplamente reconhecido pela doutrina e jurisprudista pátria, caracteriza-se pela exposição do(a) trabalhador(a) a situações vexatórias, humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada, durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, que atentam contra sua dignidade e integridade psíquica. Tais condutas configuram ato ilícito, nos termos do artigo 186 do Código Civil, e geram o dever de indenizar, conforme o artigo 927 do mesmo diploma legal. A Constituição Federal, em seus artigos 1º, inciso III (dignidade da pessoa humana), e 5º, inciso X (inviolabilidade da honra e imagem), garante a proteção contra tais ofensas. A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), em seus artigos 223-B e 223-C, introduzidos pela Lei nº 13.467/2017, também dispõe sobre a reparação de danos de natureza extrapatrimonial decorrentes da relação de trabalho, reforçando a proteção ao trabalhador. A conduta da Reclamada, ao permitir ou ser omissa diante do assédio moral sofrido pelo(a) Reclamante, violou os deveres de lealdade e boa-fé objetiva, bem como o princípio da redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, conforme artigo 7º, inciso XXII, da CF/88. A doutrina majoritária, a exemplo de Marie-France Hirigoyen, em sua obra 'Assédio Moral: A Violência Perversa no Cotidiano', descreve as características e consequências devastadoras do assédio moral, que se encaixam perfeitamente no caso em tela. Assim, a indenização por danos morais, no valor de R$ [VALOR SUGERIDO PARA DANO MORAL], é medida que se impõe, a fim de compensar o sofrimento do(a) Reclamante e punir a Reclamada por sua conduta ilícita. 3.2. **DA RESCISÃO INDIRETA DO CONTRATO DE TRABALHO (se aplicável)** Diante da gravidade das condutas assediadoras e da insustentabilidade da manutenção do vínculo empregatício, o(a) Reclamante não teve outra alternativa senão postular a rescisão indireta do seu contrato de trabalho, com fundamento no artigo 483, alíneas 'b' (rigor excessivo) e 'd' (não cumprimento das obrigações do contrato), da Consolidação das Leis do Trabalho. A Reclamada, ao não garantir um ambiente de trabalho saudável e respeitoso, falhou em sua obrigação mais básica de zelar pela integridade física e psíquica de seu empregado, tornando inviável a continuidade da prestação de serviços. A jurisprudência trabalhista tem consolidado o entendimento de que o assédio moral, por si só, é causa suficiente para a rescisão indireta, equiparando-se à justa causa patronal. Portanto, requer-se o reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho, com o pagamento de todas as verbas rescisórias inerentes a uma dispensa sem justa causa, tais como aviso prévio, férias proporcionais e vencidas acrescidas de 1/3, 13º salário proporcional, liberação do FGTS com a multa de 40%, e seguro-desemprego, conforme artigos 487 e seguintes da CLT, e Súmula 331 do TST, por analogia à culpa do empregador.
DOS PEDIDOS
Elenco claro e objetivo de todos os pedidos formulados, com seus respectivos valores, se quantificáveis.
Diante de todo o exposto, o(a) Reclamante requer a Vossa Excelência: a) A concessão dos benefícios da Justiça Gratuita, nos termos do artigo 790, §§ 3º e 4º, da CLT, e artigo 99, § 3º, do CPC; b) A notificação da Reclamada para, querendo, apresentar defesa no prazo legal, sob pena de revelia e confissão ficta da matéria de fato; c) O reconhecimento do assédio moral sofrido pelo(a) Reclamante e a condenação da Reclamada ao pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ [VALOR DO PEDIDO DE DANO MORAL], a ser arbitrado por este D. Juízo, considerando a gravidade da conduta, a intensidade do sofrimento e a capacidade econômica da Reclamada, conforme artigos 223-G da CLT e 944 do Código Civil; d) O reconhecimento da rescisão indireta do contrato de trabalho, nos termos do artigo 483, alíneas 'b' e 'd', da CLT, com a consequente condenação da Reclamada ao pagamento das seguintes verbas: d.1) Aviso prévio indenizado, no valor de R$ [VALOR DO AVISO PRÉVIO]; d.2) Férias proporcionais acrescidas de 1/3, no valor de R$ [VALOR DAS FÉRIAS]; d.3) 13º salário proporcional, no valor de R$ [VALOR DO 13º SALÁRIO]; d.4) Liberação das guias para saque do FGTS, com o pagamento da multa de 40% sobre o saldo total, no valor de R$ [VALOR DO FGTS + 40%]; d.5) Liberação das guias para habilitação ao seguro-desemprego, ou indenização substitutiva, caso a Reclamada não as forneça; e) A condenação da Reclamada ao pagamento de honorários advocatícios sucumbenciais no percentual de 15% (quinze por cento) sobre o valor da condenação, nos termos do artigo 791-A da CLT; f) A incidência de juros de mora e correção monetária sobre os valores devidos, a partir da data da propositura da ação para os danos morais (Súmula 439 do TST) e da data de vencimento de cada verba para as demais. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente pela produção de prova documental, testemunhal e pericial. Dá-se à causa o valor de R$ [VALOR TOTAL DA CAUSA]. Termos em que, Pede deferimento. [CIDADE/ESTADO], [DATA]. ____________________________________ [NOME DO ADVOGADO] OAB/[UF] nº [NÚMERO DA OAB]
Gere esta peça com inteligência artificial
Quando usar este modelo
Este modelo de Petição de Assédio Moral no Trabalho deve ser utilizado sempre que um empregado se sentir vítima de condutas vexatórias, humilhantes, constrangedoras ou desqualificadoras, praticadas de forma repetitiva e prolongada por superiores hierárquicos, colegas de trabalho ou subordinados, que causem danos à sua integridade psíquica ou física, ou que o force a abandonar o emprego. É crucial que o trabalhador reúna o máximo de provas possíveis, como e-mails, mensagens, gravações, testemunhos, atestados médicos e relatórios psicológicos, antes de iniciar o processo.
Os prazos legais para o ajuizamento da ação de assédio moral no âmbito trabalhista são de dois anos a contar da extinção do contrato de trabalho, respeitando-se o limite de cinco anos da data da lesão, conforme o artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal. É fundamental não deixar escoar esses prazos, pois a perda do direito de ação pode ocorrer. Situações indicadas para o uso incluem perseguição constante, isolamento, desqualificação profissional, críticas excessivas e infundadas, sobrecarga ou esvaziamento de funções, e qualquer comportamento que vise a desestabilizar o trabalhador emocionalmente e profissionalmente. A busca por auxílio jurídico especializado é indispensável para avaliar a viabilidade da demanda e a estratégia processual mais adequada.
Elementos obrigatórios
Itens essenciais que devem constar neste tipo de petição para ser aceita pelo juízo.
Base legal
Fundamentação jurídica aplicável a este tipo de documento.
Art. 186 do Código Civil
Dispõe que aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.
Art. 927 do Código Civil
Estabelece que aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.
Arts. 1º, inciso III, e 5º, inciso X, da Constituição Federal
O primeiro consagra a dignidade da pessoa humana como fundamento da República, e o segundo assegura o direito à indenização por dano material ou moral decorrente da violação da intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas.
Arts. 223-B e 223-C da CLT
Regulamentam a reparação de danos de natureza extrapatrimonial (danos morais) decorrentes da relação de trabalho, estabelecendo critérios para a fixação da indenização e a natureza do bem jurídico tutelado.
Manual vs. com IA
Compare o processo tradicional com a geração assistida por inteligência artificial.
Processo manual
Tempo estimado: 2–4 horas
- 1Pesquisar legislação e jurisprudência aplicável
- 2Estruturar a peça do zero ou adaptar modelo genérico
- 3Redigir fatos, fundamentos jurídicos e pedidos
- 4Revisar formatação, citações e coerência
- 5Exportar e formatar para protocolo
Com SolucioneAqui
Tempo estimado: 10–15 minutos
- 1Descreva os fatos em linguagem natural
- 2A IA identifica a área e seleciona a fundamentação
- 3Receba a petição completa em minutos
- 4Revise com verificação automática de qualidade
- 5Exporte em Word pronto para protocolo
Perguntas frequentes
Qual o prazo para entrar com uma ação de assédio moral no trabalho?
Preciso de advogado para entrar com uma petição de assédio moral?
Quanto posso pedir de indenização por assédio moral?
Quais documentos preciso para comprovar o assédio moral?
A inteligência artificial consegue gerar uma petição de assédio moral completa e eficaz?
O que é assédio moral no trabalho?
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Reclamação Trabalhista
A Reclamação Trabalhista é a peça processual fundamental para o trabalhador que busca a tutela jurisdicional da Justiça do Trabalho, visando a reparação de direitos violados pelo empregador. Este documento formaliza as demandas do empregado, apresentando os fatos, o direito aplicável e os pedidos específicos, como o pagamento de verbas rescisórias, horas extras, adicionais de insalubridade ou periculosidade, indenizações por danos morais, entre outros. É por meio dela que se inicia o processo judicial trabalhista, buscando restabelecer o equilíbrio nas relações de trabalho e garantir a observância da legislação protetiva. Elaborar uma Reclamação Trabalhista exige conhecimento técnico-jurídico aprofundado, pois a precisão dos fatos narrados e a correta fundamentação legal são cruciais para o sucesso da demanda. Um modelo bem estruturado serve como guia para advogados e operadores do direito, assegurando que todos os requisitos formais e materiais sejam atendidos, desde a qualificação das partes até a formulação dos pedidos e a indicação das provas. A correta apresentação da Reclamação Trabalhista é o primeiro passo para o reconhecimento e a concretização dos direitos do trabalhador, atuando como um instrumento essencial na defesa da dignidade e dos princípios laborais.
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Gere sua Petição de Assédio Moral no Trabalho em minutos
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