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Ação Declaratória

A Ação Declaratória é um instrumento jurídico essencial no Direito Civil brasileiro, utilizado para obter do Poder Judiciário uma manifestação sobre a existência, inexistência ou modo de ser de uma relação jurídica, sem que haja, necessariamente, um pedido condenatório ou constitutivo imediato. Seu principal objetivo é garantir a segurança jurídica e a pacificação social, resolvendo controvérsias sobre a validade de atos, contratos ou a existência de direitos e obrigações antes que um dano maior se materialize ou que uma situação de incerteza gere litígios mais complexos. É uma ferramenta preventiva e esclarecedora, que busca a certeza jurídica. Este tipo de ação é fundamental quando há dúvida ou controvérsia sobre um fato ou relação jurídica que pode gerar consequências futuras. Por exemplo, pode ser utilizada para declarar a inexistência de um débito cobrado indevidamente, a validade ou nulidade de uma cláusula contratual, a autenticidade de um documento, ou a existência de um vínculo jurídico. Ao obter uma declaração judicial, a parte interessada resguarda seus direitos e evita ser surpreendida por cobranças ou exigências infundadas, estabelecendo um panorama claro sobre sua situação legal.

Informações do modelo

Tipo
Petição Inicial
Dificuldade
Intermediário
Tempo estimado
3-5 horas (manual) vs 10 min (IA)
Área
Direito Civil
Atualizado
2026-03-14

Estrutura do modelo

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Modelo de documento

Ação Declaratória

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ____ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]

Seção inicial para endereçamento ao juízo competente e qualificação completa das partes envolvidas na ação.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA [NÚMERO DA VARA]ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [COMARCA]–[ESTADO]. [NOME COMPLETO DO AUTOR], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e inscrito(a) no CPF/MF sob o nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], nº [NÚMERO], [BAIRRO], CEP: [CEP], [CIDADE/ESTADO], por seu(sua) advogado(a) que esta subscreve, conforme procuração anexa, com escritório profissional no endereço [ENDEREÇO DO ADVOGADO], onde recebe intimações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente: AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO C/C PEDIDO DE TUTELA DE URGÊNCIA Em face de [NOME COMPLETO DO RÉU OU RAZÃO SOCIAL], [qualificação se pessoa física ou tipo societário se pessoa jurídica], inscrito(a) no CPF/CNPJ sob o nº [NÚMERO DO CPF/CNPJ], com sede/domicílio na [ENDEREÇO COMPLETO DO RÉU], nº [NÚMERO], [BAIRRO], CEP: [CEP], [CIDADE/ESTADO], pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos.

DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/MEDIAÇÃO

Seção onde o autor manifesta seu interesse ou desinteresse na realização da audiência de conciliação ou mediação, conforme o Código de Processo Civil.

A parte Autora, em conformidade com o disposto no Art. 319, inciso VII, do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), manifesta seu interesse na realização da audiência de conciliação ou mediação, a fim de buscar uma solução amigável para a lide. Para tanto, requer a citação do Réu, por carta com aviso de recebimento (Art. 247, caput do CPC), para comparecer à audiência a ser designada por este r. Juízo, nos termos do Art. 334, caput e § 5º, do mesmo diploma legal. A busca por uma composição amigável reflete os princípios da celeridade e economia processual, além de ser um mecanismo eficaz para a resolução de conflitos, conforme amplamente incentivado pelo sistema jurídico brasileiro, visando a desafogar o Poder Judiciário e proporcionar uma solução satisfatória para ambas as partes envolvidas, sem a necessidade de prolongamento da fase instrutória ou decisória.

DOS FATOS

Exposição detalhada e cronológica dos eventos que levaram à necessidade da propositura da ação declaratória, evidenciando a incerteza jurídica.

O(A) Autor(a) [NOME DO AUTOR], pessoa de conduta ilibada e sempre zelosa com suas obrigações financeiras, foi surpreendido(a), no dia [DATA], com a negativação de seu nome junto aos órgãos de proteção ao crédito, como o SERASA e o SPC, em razão de um suposto débito no valor de R$ [VALOR DO DÉBITO], referente a um contrato de serviço de [TIPO DE SERVIÇO, ex: telefonia, internet, cartão de crédito] junto à empresa Ré, com vencimento em [DATA DE VENCIMENTO]. A referida negativação impossibilitou o(a) Autor(a) de realizar [EX: uma compra a prazo, abrir um crediário, obter um financiamento], causando-lhe grande constrangimento e prejuízos. Ocorre que o(a) Autor(a) jamais celebrou qualquer contrato ou adquiriu qualquer serviço da empresa Ré que justificasse tal cobrança. Após diligências, verificou-se que o débito em questão é oriundo de um contrato de nº [NÚMERO DO CONTRATO, SE HOUVER], que o(a) Autor(a) desconhece por completo, sendo evidente que houve uma fraude, um erro de lançamento, ou a utilização indevida de seus dados pessoais por terceiros. Não há qualquer documento assinado pelo(a) Autor(a) que comprove a existência dessa relação jurídica com a Ré, nem qualquer prova de que os serviços supostamente contratados foram por ele(a) usufruídos. Todas as tentativas de contato com a Ré para a resolução administrativa da questão foram infrutíferas, sendo o(a) Autor(a) informado(a) de que o débito é legítimo e que a negativação persistiria. Diante da irrazoabilidade da situação e da grave lesão à sua honra e crédito, o(a) Autor(a) não viu alternativa senão buscar a tutela jurisdicional para declarar a inexistência deste débito e, consequentemente, a ilegalidade da negativação.

DO DIREITO

Fundamentação jurídica da pretensão, com a citação de artigos de lei, doutrina e jurisprudência que amparam o pedido declaratório.

A pretensão do(a) Autor(a) encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente no Art. 19 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), que estabelece que “o interesse do autor pode limitar-se à declaração: I - da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica; II - da autenticidade ou falsidade de documento”. No presente caso, busca-se a declaração judicial da inexistência de uma relação jurídica de débito entre o(a) Autor(a) e a empresa Ré, bem como a consequente inexistência do débito que gerou a indevida negativação. A ausência de qualquer vínculo contratual ou prova da prestação de serviços ao(à) Autor(a) torna a cobrança e a negativação manifestamente ilegais e abusivas. Ademais, a conduta da Ré, ao manter o nome do(a) Autor(a) em cadastros de inadimplentes por um débito inexistente, configura ato ilícito, nos termos dos artigos 186 e 927 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002). O Art. 186 prescreve que “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito”. Por sua vez, o Art. 927 determina que “aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. Embora o foco principal desta ação seja a declaração, a indevida negativação do nome do(a) Autor(a) gerou um dano moral presumido (in re ipsa), conforme pacificado na jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, que entende que a inscrição indevida em cadastros de proteção ao crédito, por si só, enseja a reparação por danos morais, independentemente de comprovação do prejuízo (Súmula 385 do STJ não se aplica aqui, pois não há outras negativações pré-existentes legítimas). A empresa Ré falhou em seu dever de diligência e cuidado, causando prejuízos imateriais ao(à) Autor(a). Outrossim, em se tratando de relação de consumo, aplica-se o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990). A responsabilidade da Ré é objetiva, conforme o Art. 14 do CDC, que dispõe que “o fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos”. A falha na prestação do serviço, ao gerar uma cobrança indevida e a consequente negativação, acarreta a responsabilidade da empresa Ré. A inversão do ônus da prova, prevista no Art. 6º, VIII do CDC, também se mostra cabível, dada a hipossuficiência do(a) Autor(a) em relação à Ré, o que facilita a demonstração da inexistência do débito. A tutela de urgência, para a imediata exclusão do nome do(a) Autor(a) dos cadastros de inadimplentes, é medida que se impõe, dada a presença da probabilidade do direito e do perigo de dano, nos termos do Art. 300 do CPC.

DA TUTELA DE URGÊNCIA

Pedido de medida liminar para resguardar o direito do autor antes do julgamento final da ação, como a exclusão do nome dos cadastros de inadimplentes.

Conforme amplamente demonstrado nos fatos e fundamentos jurídicos, a manutenção do nome do(a) Autor(a) nos cadastros de inadimplentes (SERASA, SPC e congêneres) em virtude de um débito inexistente configura uma situação de grave injustiça e perigo de dano iminente. A probabilidade do direito (fumus boni iuris) está evidenciada pela ausência de qualquer prova da relação contratual entre as partes e pela manifesta ilegalidade da cobrança. O perigo de dano (periculum in mora) é patente, uma vez que a negativação restringe o acesso do(a) Autor(a) ao crédito, impede a realização de negócios jurídicos e macula sua imagem e reputação no mercado, gerando constrangimentos diários e prejuízos irreparáveis que se prolongam no tempo. Diante disso, com fulcro no Art. 300 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), o(a) Autor(a) requer a concessão da tutela de urgência, em caráter liminar, para que seja determinado à empresa Ré que proceda, imediatamente, à exclusão do nome do(a) Autor(a) de todos os cadastros de inadimplentes (SERASA, SPC e congêneres) referentes ao débito de R$ [VALOR DO DÉBITO], sob pena de multa diária a ser arbitrada por este r. Juízo, em valor não inferior a R$ [VALOR DA MULTA DIÁRIA, ex: 500,00] (quinhentos reais), por dia de descumprimento, a fim de garantir a efetividade da medida e coibir a inércia da parte Ré. Esta medida é essencial para cessar os prejuízos e constrangimentos impostos ao(à) Autor(a) enquanto o mérito da demanda é julgado, restabelecendo sua dignidade e capacidade creditícia.

DOS PEDIDOS

Listagem clara e concisa de todos os pedidos formulados ao juízo, incluindo a declaração principal, tutela de urgência, citação e honorários advocatícios.

Diante de todo o exposto, o(a) Autor(a) requer a Vossa Excelência: a) A concessão da **TUTELA DE URGÊNCIA**, em caráter liminar, para determinar à empresa Ré que proceda à imediata exclusão do nome do(a) Autor(a) de todos os cadastros de inadimplentes (SERASA, SPC e congêneres) referentes ao débito de R$ [VALOR DO DÉBITO], sob pena de multa diária a ser arbitrada por este r. Juízo, em valor não inferior a R$ [VALOR DA MULTA DIÁRIA, ex: 500,00] (quinhentos reais), por dia de descumprimento, nos termos do Art. 300 do CPC. b) A citação da empresa Ré, por via postal com aviso de recebimento (Art. 247, caput do CPC), para, querendo, comparecer à audiência de conciliação ou mediação a ser designada (Art. 334 do CPC) e apresentar contestação no prazo legal, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato (Art. 344 do CPC). c) A **DECLARAÇÃO JUDICIAL DA INEXISTÊNCIA DO DÉBITO** no valor de R$ [VALOR DO DÉBITO], referente ao suposto contrato de serviço de [TIPO DE SERVIÇO], e, por consequência, a declaração da **INEXISTÊNCIA DA RELAÇÃO JURÍDICA** entre o(a) Autor(a) e a Ré que originou tal cobrança, confirmando-se a tutela de urgência eventualmente concedida. d) A produção de todas as provas em direito admitidas, em especial a documental, pericial, testemunhal e o depoimento pessoal do representante legal da Ré, caso Vossa Excelência entenda necessário. e) A condenação da Ré ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios, estes últimos a serem fixados em 20% (vinte por cento) sobre o valor da causa, ou em outro percentual a critério de Vossa Excelência, nos termos do Art. 85, § 2º do CPC. f) A opção pela realização da audiência de conciliação/mediação, conforme Art. 319, VII do CPC. Dá-se à causa o valor de R$ [VALOR DA CAUSA, ex: 1.000,00] (mil reais), para fins meramente fiscais. Nestes termos, Pede deferimento. [CIDADE/ESTADO], [DATA, ex: 14 de março de 2026]. ____________________________________________ [NOME DO ADVOGADO] OAB/[ESTADO] nº [NÚMERO DA OAB]

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Quando usar este modelo

Este modelo de Ação Declaratória é indicado para situações onde o objetivo principal é obter uma manifestação judicial que estabeleça a certeza sobre uma relação jurídica. Use-o, por exemplo, para declarar a inexistência de um débito que está sendo cobrado de forma indevida, a nulidade de um contrato ou de uma cláusula abusiva, a validade de um ato jurídico que está sendo contestado, ou a autenticidade de um documento que pode gerar litígios futuros. É particularmente útil quando não há um pedido de condenação em dinheiro ou de constituição/modificação de uma relação jurídica, mas sim a necessidade de clareza sobre uma situação jurídica.

Não há um prazo prescricional específico para a propositura da Ação Declaratória pura, uma vez que ela visa à declaração de uma situação jurídica que se mantém no tempo. Contudo, é crucial considerar os prazos prescricionais e decadenciais das pretensões principais ou dos direitos materiais subjacentes que a ação declaratória visa resguardar ou contestar. Por exemplo, se a ação busca declarar a inexistência de um débito, é importante que essa declaração seja buscada antes que a dívida seja considerada prescrita ou que outros efeitos negativos se consolidem. A antecipação é uma das grandes vantagens deste tipo de ação, evitando o agravamento de situações de incerteza jurídica.

Elementos obrigatórios

Itens essenciais que devem constar neste tipo de petição para ser aceita pelo juízo.

Qualificação completa das partes (Autor e Réu)
Exposição detalhada dos fatos que geram a incerteza jurídica
Fundamentação jurídica clara, com citação dos artigos de lei pertinentes
Pedido principal de declaração de existência, inexistência ou modo de ser da relação jurídica
Valor da causa, mesmo que meramente para fins fiscais
Indicação das provas que se pretende produzir
Opção pela realização ou não da audiência de conciliação/mediação
Requerimento para citação do Réu

Base legal

Fundamentação jurídica aplicável a este tipo de documento.

Art. 19 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)

Fundamenta a possibilidade de qualquer pessoa pleitear a declaração judicial da existência, da inexistência ou do modo de ser de uma relação jurídica.

Art. 319 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)

Estabelece os requisitos essenciais da petição inicial, incluindo a qualificação das partes, os fatos, o direito, os pedidos e o valor da causa.

Art. 334 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)

Dispõe sobre a audiência de conciliação ou de mediação, sua obrigatoriedade e as exceções, permitindo que o autor indique seu interesse na sua realização.

Art. 5º, XXXV da Constituição Federal de 1988

Assegura o princípio da inafastabilidade da jurisdição, garantindo que nenhuma lesão ou ameaça a direito será excluída da apreciação do Poder Judiciário.

Manual vs. com IA

Compare o processo tradicional com a geração assistida por inteligência artificial.

Processo manual

Tempo estimado: 2–4 horas

  1. 1Pesquisar legislação e jurisprudência aplicável
  2. 2Estruturar a peça do zero ou adaptar modelo genérico
  3. 3Redigir fatos, fundamentos jurídicos e pedidos
  4. 4Revisar formatação, citações e coerência
  5. 5Exportar e formatar para protocolo

Com SolucioneAqui

Tempo estimado: 10–15 minutos

  1. 1Descreva os fatos em linguagem natural
  2. 2A IA identifica a área e seleciona a fundamentação
  3. 3Receba a petição completa em minutos
  4. 4Revise com verificação automática de qualidade
  5. 5Exporte em Word pronto para protocolo

Perguntas frequentes

Qual a principal finalidade de uma Ação Declaratória?
A principal finalidade de uma Ação Declaratória é obter do Poder Judiciário uma manifestação sobre a existência, inexistência ou o modo de ser de uma relação jurídica. Diferente de outras ações que buscam uma condenação ou a constituição de um direito, a declaratória visa apenas a segurança jurídica, dirimindo incertezas sobre um determinado fato ou direito. É uma ferramenta preventiva para evitar litígios futuros ou para regularizar uma situação duvidosa, garantindo clareza legal para as partes envolvidas.
Preciso de advogado para entrar com uma Ação Declaratória?
Sim, a representação por advogado é obrigatória para a propositura de uma Ação Declaratória perante a Justiça Comum, independentemente do valor da causa. Apenas nos Juizados Especiais Cíveis, para causas de até 20 salários mínimos, é facultativa a assistência de advogado. Contudo, devido à complexidade técnica e à necessidade de fundamentação jurídica precisa, a atuação de um profissional do direito é sempre recomendável para garantir a correta formulação dos pedidos e a defesa dos seus interesses, aumentando as chances de sucesso.
Qual o custo de uma Ação Declaratória no Brasil?
Os custos de uma Ação Declaratória envolvem principalmente as custas processuais e os honorários advocatícios. As custas processuais variam conforme o estado e o valor da causa, podendo incluir taxas de distribuição, despesas com citação, entre outros. Os honorários advocatícios são negociados diretamente com o profissional, podendo ser fixados com base em um valor mínimo, percentual sobre o proveito econômico ou uma combinação de ambos. É importante consultar a tabela de honorários da OAB do seu estado para ter uma estimativa e discutir as formas de pagamento com seu advogado.
A IA consegue gerar uma Ação Declaratória completa e válida?
Ferramentas de IA podem gerar rascunhos e modelos de Ações Declaratórias, incluindo a estrutura, a linguagem jurídica e até mesmo a sugestão de artigos de lei. No entanto, para que o documento seja completo e juridicamente válido para uso em um processo judicial real, é imprescindível a revisão e adaptação por um advogado. A IA não substitui o conhecimento jurídico aprofundado, a análise de nuances do caso concreto, a estratégia processual e a responsabilidade técnica que apenas um profissional do direito pode oferecer. A IA é uma ferramenta de apoio, não um substituto para a assessoria jurídica qualificada.
Quais documentos são necessários para propor uma Ação Declaratória de Inexistência de Débito?
Para propor uma Ação Declaratória de Inexistência de Débito, você precisará de documentos pessoais (RG, CPF, comprovante de residência), procuração para o advogado, documentos que comprovem a cobrança indevida (faturas, notificações de negativação, extratos de órgãos de proteção ao crédito como SERASA/SPC), e qualquer comunicação trocada com a empresa credora. Além disso, é importante reunir provas que demonstrem a ausência de relação contratual ou a inexigibilidade do débito, como e-mails, protocolos de atendimento ou extratos bancários que comprovem pagamentos de outras dívidas e a ausência de pagamento desta.
Existe prazo para entrar com Ação Declaratória?
Para a Ação Declaratória pura, que visa apenas a declaração de uma situação jurídica, não há um prazo prescricional específico, pois a incerteza jurídica se mantém no tempo. Contudo, se a ação declaratória estiver atrelada a um pedido secundário, como a anulação de um ato ou a reparação de um dano, os prazos prescricionais e decadenciais aplicáveis a esses pedidos deverão ser observados. É sempre aconselhável agir o mais rápido possível para evitar a consolidação de situações desfavoráveis ou a perda de outras pretensões acessórias.

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