Ação de Cobrança
A Ação de Cobrança é um instrumento jurídico fundamental no Direito Civil brasileiro, concebido para permitir que um credor exija judicialmente o cumprimento de uma obrigação pecuniária por parte de um devedor. Este tipo de ação é utilizado quando não há um título executivo extrajudicial (como um cheque, nota promissória ou contrato assinado por duas testemunhas), o que impede o ingresso direto com uma execução. Nesses casos, a Ação de Cobrança busca a formação de um título executivo judicial, através de uma sentença que reconheça a existência e a exigibilidade da dívida, para posteriormente dar início à fase de cumprimento de sentença. Sua importância reside na proteção do crédito e na garantia da segurança jurídica das relações negociais. Ao oferecer um meio legal para a recuperação de valores devidos, a Ação de Cobrança contribui para a estabilidade econômica e para a confiança nas transações comerciais e pessoais. Ela se aplica a uma vasta gama de situações, desde o inadimplemento de contratos verbais ou escritos sem força executiva, até a cobrança de serviços prestados, aluguéis em atraso ou valores decorrentes de empréstimos informais, sempre que a dívida for líquida, certa e exigível, mas desprovida de um título que autorize a execução imediata. O processo visa à condenação do devedor ao pagamento do principal, acrescido de juros, correção monetária e custas processuais, bem como honorários advocatícios, conforme a legislação vigente.
Informações do modelo
- Tipo
- Petição Inicial
- Dificuldade
- Intermediário
- Tempo estimado
- 3-5 horas (manual) vs 10 min (IA)
- Área
- Direito Civil
- Atualizado
- 2026-03-14
Estrutura do modelo
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Ação de Cobrança
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ____ª VARA CÍVEL (OU JUIZADO ESPECIAL CÍVEL) DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]
Cabeçalho padrão para direcionamento da petição ao órgão jurisdicional competente, com espaço para identificação do juízo e da comarca.
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA ____ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE [CIDADE/ESTADO]. [NOME DO AUTOR], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do CPF/MF nº [CPF], com Documento de Identidade nº [RG], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], nº [NÚMERO], [BAIRRO], CEP: [CEP], [CIDADE/ESTADO], por seu(sua) advogado(a) que esta subscreve, conforme procuração anexa, com escritório profissional na [ENDEREÇO DO ADVOGADO], onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, propor a presente: AÇÃO DE COBRANÇA COM PEDIDO DE TUTELA PROVISÓRIA DE URGÊNCIA (SE CABÍVEL) em face de [NOME DO RÉU], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do CPF/MF nº [CPF DO RÉU] (ou CNPJ nº [CNPJ DO RÉU]), residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO DO RÉU], nº [NÚMERO], [BAIRRO DO RÉU], CEP: [CEP DO RÉU], [CIDADE/ESTADO DO RÉU], pelas razões de fato e de direito que passa a aduzir e ao final requerer.
DA AUDIÊNCIA DE CONCILIAÇÃO/MEDIAÇÃO
Seção destinada a manifestar o interesse do autor na realização da audiência de conciliação ou mediação, conforme previsto no Código de Processo Civil.
A parte Autora, em conformidade com o disposto no Art. 319, inciso VII, do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015), manifesta seu interesse na realização da audiência de conciliação ou de mediação. Tal medida visa buscar uma solução consensual para o litígio, o que pode resultar em uma resolução mais célere e menos onerosa para ambas as partes, em consonância com os princípios da celeridade e da economia processual. Portanto, requer-se a designação da referida audiência, com a consequente citação do Réu para comparecer ao ato, nos termos do Art. 334 do Código de Processo Civil. A possibilidade de autocomposição é sempre benéfica, evitando o prolongamento desnecessário do processo e fomentando a cultura da paz, conforme preconizado pelo Art. 3º, § 3º, do CPC, que estimula a conciliação, a mediação e outros métodos de solução consensual de conflitos.
DOS FATOS
Narração detalhada dos fatos que originaram a dívida, desde a sua constituição até o inadimplemento do devedor, de forma clara e cronológica.
O(A) Autor(a) e o(a) Réu(ré) estabeleceram uma relação jurídica em [DATA DO INÍCIO DA RELAÇÃO], consubstanciada em [DESCREVER O TIPO DE RELAÇÃO, EX: CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS, EMPRÉSTIMO VERBAL, VENDA DE MERCADORIAS]. Em [DATA DO FATO GERADOR DA DÍVIDA], o(a) Autor(a) cumpriu integralmente sua parte da obrigação, [DESCREVER O CUMPRIMENTO, EX: PRESTOU O SERVIÇO DE..., ENTREGOU AS MERCADORIAS..., TRANSFERIU O VALOR DE R$ X.XXX,00]. Conforme pactuado, o(a) Réu(ré) deveria ter efetuado o pagamento do valor de R$ [VALOR ORIGINAL DA DÍVIDA], referente a [ESPECIFICAR O QUE A DÍVIDA REPRESENTA], até a data de [DATA DE VENCIMENTO]. Contudo, mesmo após diversas tentativas de cobrança extrajudicial realizadas pelo(a) Autor(a), por meio de [DESCREVER TENTATIVAS, EX: CONTATOS TELEFÔNICOS, E-MAILS, NOTIFICAÇÕES VIA WHATSAPP], o(a) Réu(ré) permaneceu inerte, não apresentando qualquer justificativa plausível para o inadimplemento e tampouco demonstrando interesse em saldar o débito. Atualmente, o valor atualizado da dívida, incluindo correção monetária e juros de mora, perfaz a quantia de R$ [VALOR ATUALIZADO DA DÍVIDA], conforme planilha de cálculo anexa, que detalha os encargos e a metodologia de atualização. A inércia do(a) Réu(ré) em cumprir com sua obrigação tem causado prejuízos financeiros ao(à) Autor(a), que se vê impedido(a) de dispor de seu capital e de honrar seus próprios compromissos. A recusa injustificada ao pagamento, somada à inexistência de um título executivo extrajudicial, torna imperativa a intervenção do Poder Judiciário para que a dívida seja devidamente reconhecida e cobrada, garantindo-se assim a efetividade do direito do(a) Autor(a).
DO DIREITO
Fundamentação jurídica da pretensão, com a citação dos artigos de lei pertinentes, doutrina e jurisprudência que amparam o pedido de cobrança.
O direito do(a) Autor(a) à cobrança do débito em questão encontra sólido amparo na legislação civil brasileira. Primeiramente, o Art. 389 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002) estabelece de forma cristalina que “Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado”. No presente caso, o(a) Réu(ré) descumpriu a obrigação de pagamento na data aprazada, configurando a mora e, consequentemente, o dever de indenizar o(a) Autor(a) pelos prejuízos decorrentes. Ademais, o Art. 395 do mesmo diploma legal reforça que “Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros, atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado”. A mora do(a) Réu(ré) é inconteste, uma vez que o vencimento da dívida ocorreu em [DATA DE VENCIMENTO] e, até a presente data, o valor não foi quitado. Os juros de mora devem incidir a partir da citação, conforme Art. 405 do Código Civil, ou desde o vencimento da obrigação, se líquida e com termo certo, nos termos do Art. 397 do Código Civil. A correção monetária, por sua vez, deve ser aplicada desde a data do efetivo prejuízo, a fim de preservar o poder de compra da moeda e evitar o enriquecimento ilícito do devedor. Por fim, é imperioso destacar o Art. 927 do Código Civil, que preceitua que “Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo”. Embora a presente ação não se trate de um ato ilícito puro, o inadimplemento contratual gera a obrigação de reparação, sendo a Ação de Cobrança o meio adequado para compelir o devedor a cumprir sua parte da obrigação. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é pacífica no sentido de que o mero inadimplemento de obrigação contratual não gera, por si só, dano moral, mas a cobrança dos valores devidos é um direito do credor, que deve ser assegurado pelo Poder Judiciário. A condenação ao pagamento dos valores principais, acrescidos dos consectários legais, é medida de justiça e de restabelecimento do equilíbrio contratual.
DOS PEDIDOS
Relação clara e específica de todos os pedidos formulados ao juiz, incluindo a condenação ao pagamento da dívida, juros, correção, custas e honorários.
Diante de todo o exposto, o(a) Autor(a) requer a Vossa Excelência: a) A citação do(a) Réu(ré) no endereço indicado no preâmbulo desta peça, por [MEIO DE CITAÇÃO, EX: CARTA COM AVISO DE RECEBIMENTO, OFICIAL DE JUSTIÇA], para, querendo, comparecer à audiência de conciliação/mediação a ser designada e, posteriormente, apresentar sua contestação, sob pena de revelia e confissão quanto à matéria de fato, nos termos do Art. 344 do CPC; b) A procedência integral do presente pedido, com a condenação do(a) Réu(ré) ao pagamento do valor principal da dívida, atualmente em R$ [VALOR ATUALIZADO DA DÍVIDA], devidamente atualizado com correção monetária desde [DATA DA ATUALIZAÇÃO INICIAL] e juros de mora de 1% (um por cento) ao mês a partir de [DATA DO INÍCIO DOS JUROS], até a data do efetivo pagamento, conforme os artigos 389 e 395 do Código Civil; c) A condenação do(a) Réu(ré) ao pagamento das custas processuais e dos honorários advocatícios sucumbenciais, a serem fixados por este D. Juízo em percentual não inferior a 10% (dez por cento) sobre o valor da condenação, nos termos do Art. 85, § 2º, do Código de Processo Civil; d) A produção de todos os meios de prova admitidos em direito, em especial a prova documental já acostada, depoimento pessoal do(a) Réu(ré), oitiva de testemunhas e qualquer outra prova que se faça necessária para o deslinde da causa, nos termos do Art. 369 do CPC; e) Requer, por fim, que todas as intimações e publicações sejam realizadas em nome do(a) advogado(a) [NOME DO ADVOGADO], inscrito(a) na OAB/[UF] sob o nº [NÚMERO DA OAB], sob pena de nulidade, conforme Art. 272, § 5º, do CPC.
DO VALOR DA CAUSA
Indicação do valor da causa, que corresponde ao valor atualizado da dívida que se pretende cobrar, para fins de fixação de alçada e custas processuais.
Dá-se à causa o valor de R$ [VALOR ATUALIZADO DA DÍVIDA], correspondente ao montante atualizado da dívida principal, acrescido dos juros e correção monetária até a data da propositura desta ação, conforme Art. 292, inciso I, do Código de Processo Civil. Este valor representa a expressão econômica do pedido formulado, servindo como base para o cálculo das custas processuais e, futuramente, dos honorários de sucumbência, em conformidade com o que dispõe o Art. 85, § 2º, do CPC. O cálculo detalhado encontra-se anexo, demonstrando a liquidez e certeza do valor pleiteado, essencial para a correta atribuição do valor da causa.
Gere esta peça com inteligência artificial
Quando usar este modelo
Este modelo de Ação de Cobrança deve ser utilizado quando o credor possui um crédito legítimo, mas o devedor se recusa a efetuar o pagamento espontaneamente, e não há um título executivo extrajudicial que permita a execução direta. Situações comuns incluem contratos de prestação de serviços não honrados, contratos de mútuo (empréstimos) sem as formalidades de um título executivo, aluguéis e encargos locatícios em atraso, valores devidos por venda de mercadorias sem a emissão de documentos executivos, ou qualquer outra obrigação pecuniária líquida, certa e exigível que dependa de reconhecimento judicial. É crucial que o credor possua provas robustas da existência da dívida, tais como e-mails, mensagens, extratos bancários, recibos, testemunhas ou outros documentos que demonstrem a relação jurídica e o inadimplemento.
Antes de ajuizar a ação, é recomendável que o credor tente a cobrança amigável por meio de notificações extrajudiciais ou tentativas de acordo, que podem servir como prova de boa-fé e de resistência do devedor. A propositura da ação está sujeita aos prazos prescricionais previstos no Código Civil, que variam conforme a natureza da dívida. Por exemplo, a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento particular prescreve em 5 anos, nos termos do Art. 206, § 5º, inciso I, do Código Civil. Para dívidas de aluguéis de prédios urbanos, o prazo é de 3 anos, conforme o Art. 206, § 3º, inciso I, do mesmo diploma legal. É fundamental observar esses prazos para evitar a perda do direito de ação. A escolha por este modelo implica a necessidade de um processo de conhecimento para constituição do título executivo judicial.
Elementos obrigatórios
Itens essenciais que devem constar neste tipo de petição para ser aceita pelo juízo.
Base legal
Fundamentação jurídica aplicável a este tipo de documento.
Art. 319 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)
Estabelece os requisitos essenciais da petição inicial, como a indicação do juízo, qualificação das partes, exposição dos fatos e do direito, pedido, valor da causa e provas.
Art. 389 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002)
Dispõe que, não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.
Art. 395 do Código Civil (Lei nº 10.406/2002)
Determina que o devedor em mora responde pelos prejuízos a que sua demora der causa, além de juros, atualização dos valores de acordo com índices oficiais de correção monetária e honorários advocatícios.
Art. 334 do Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015)
Regulamenta a realização da audiência de conciliação ou de mediação, sendo a regra geral nos processos cíveis, exceto em hipóteses específicas, visando a autocomposição das partes.
Manual vs. com IA
Compare o processo tradicional com a geração assistida por inteligência artificial.
Processo manual
Tempo estimado: 2–4 horas
- 1Pesquisar legislação e jurisprudência aplicável
- 2Estruturar a peça do zero ou adaptar modelo genérico
- 3Redigir fatos, fundamentos jurídicos e pedidos
- 4Revisar formatação, citações e coerência
- 5Exportar e formatar para protocolo
Com SolucioneAqui
Tempo estimado: 10–15 minutos
- 1Descreva os fatos em linguagem natural
- 2A IA identifica a área e seleciona a fundamentação
- 3Receba a petição completa em minutos
- 4Revise com verificação automática de qualidade
- 5Exporte em Word pronto para protocolo
Perguntas frequentes
Qual o prazo para entrar com uma Ação de Cobrança no Brasil?
Preciso de advogado para ajuizar uma Ação de Cobrança?
Quais documentos são essenciais para uma Ação de Cobrança?
É possível incluir juros e correção monetária na cobrança judicial?
A IA consegue gerar uma Ação de Cobrança completa e otimizada?
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Petição de Cumprimento de Contrato
A Petição de Cumprimento de Contrato é um instrumento jurídico fundamental no Direito Civil, utilizado para compelir uma das partes a cumprir as obrigações assumidas em um acordo previamente estabelecido. Este tipo de ação se faz necessária quando há um inadimplemento contratual, ou seja, quando uma das partes deixa de executar aquilo que foi pactuado, seja por ação ou omissão, causando prejuízos ou frustrando as expectativas da outra parte. O objetivo principal é garantir a efetividade dos contratos, que são a base das relações jurídicas privadas, assegurando que os compromissos sejam honrados e que a boa-fé objetiva, princípio basilar do direito contratual brasileiro, seja preservada. Este modelo de petição inicial é estruturado para fornecer uma base sólida para a parte lesada buscar a tutela jurisdicional, exigindo o cumprimento específico da obrigação ou, subsidiariamente, a reparação por perdas e danos. Ele abrange desde a qualificação das partes até os pedidos finais, passando pela exposição dos fatos, a fundamentação jurídica e a solicitação de provas. A clareza e a precisão na redação são cruciais para demonstrar ao juízo a existência do contrato, o inadimplemento e o direito do requerente ao cumprimento forçado, conforme os ditames do Código Civil e do Código de Processo Civil.
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A Petição de Danos Materiais é o instrumento jurídico utilizado para pleitear judicialmente a reparação de prejuízos patrimoniais sofridos por uma pessoa física ou jurídica, em decorrência de ato ilícito praticado por outrem. Tais danos podem abranger tanto o que a vítima efetivamente perdeu (dano emergente ou dano positivo), quanto o que razoavelmente deixou de lucrar (lucros cessantes), conforme expressamente previsto no Código Civil brasileiro. É fundamental que a parte lesada demonstre de forma clara e objetiva o nexo de causalidade entre a conduta do agente causador do dano e o prejuízo material suportado, além de quantificar precisamente o valor da indenização pretendida, apresentando provas robustas que corroborem suas alegações. Este tipo de ação visa restabelecer o equilíbrio patrimonial do lesado, buscando a recomposição do seu status quo ante, ou seja, a situação em que se encontrava antes da ocorrência do evento danoso. O objetivo primordial desta petição é assegurar que a parte responsável pelo prejuízo material seja compelida a compensar financeiramente a vítima, cobrindo os custos de reparo, substituição de bens, despesas médicas, perda de rendimentos, entre outros. A correta elaboração deste documento é crucial para o sucesso da demanda, pois ele delineará toda a argumentação fática e jurídica que fundamenta o pedido de indenização. A precisão na descrição dos fatos, a fundamentação legal consistente e a apresentação de provas irrefutáveis são pilares para que o Poder Judiciário reconheça o direito à reparação e determine o pagamento dos valores devidos, garantindo a justiça e a proteção do patrimônio dos cidadãos.
Ação Declaratória
A Ação Declaratória é um instrumento jurídico essencial no Direito Civil brasileiro, utilizado para obter do Poder Judiciário uma manifestação sobre a existência, inexistência ou modo de ser de uma relação jurídica, sem que haja, necessariamente, um pedido condenatório ou constitutivo imediato. Seu principal objetivo é garantir a segurança jurídica e a pacificação social, resolvendo controvérsias sobre a validade de atos, contratos ou a existência de direitos e obrigações antes que um dano maior se materialize ou que uma situação de incerteza gere litígios mais complexos. É uma ferramenta preventiva e esclarecedora, que busca a certeza jurídica. Este tipo de ação é fundamental quando há dúvida ou controvérsia sobre um fato ou relação jurídica que pode gerar consequências futuras. Por exemplo, pode ser utilizada para declarar a inexistência de um débito cobrado indevidamente, a validade ou nulidade de uma cláusula contratual, a autenticidade de um documento, ou a existência de um vínculo jurídico. Ao obter uma declaração judicial, a parte interessada resguarda seus direitos e evita ser surpreendida por cobranças ou exigências infundadas, estabelecendo um panorama claro sobre sua situação legal.
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