Petição de Inventário
A Petição de Inventário é a peça processual fundamental que dá início ao procedimento judicial de inventário, um instrumento jurídico indispensável para formalizar a transmissão da herança deixada por uma pessoa falecida aos seus herdeiros. Este documento é crucial para levantar todos os bens, direitos e dívidas do de cujus (falecido), possibilitando a apuração do patrimônio líquido e, consequentemente, a partilha entre os sucessores. Sem o inventário, os bens do falecido permanecem em situação irregular, impedindo a sua alienação ou qualquer outra disposição legal pelos herdeiros, além de gerar insegurança jurídica quanto à titularidade dos ativos. O processo de inventário, seja ele judicial ou extrajudicial, é regido principalmente pelo Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015) e pelo Código Civil (Lei nº 10.406/2002), que estabelecem os ritos, prazos e requisitos para sua validade. A elaboração de uma petição de inventário bem fundamentada é vital para assegurar que todos os interesses dos herdeiros sejam protegidos, que as formalidades legais sejam cumpridas e que a distribuição dos bens ocorra de maneira justa e equânime, evitando conflitos futuros e garantindo a segurança jurídica da sucessão patrimonial. Este modelo visa fornecer uma estrutura robusta para a correta apresentação de todas as informações necessárias ao Juízo.
Informações do modelo
- Tipo
- Petição Inicial
- Dificuldade
- Avançado
- Tempo estimado
- 5-8 horas (manual) vs 15 min (IA)
- Área
- Direito de Família
- Atualizado
- 2026-03-14
Estrutura do modelo
Visualize as seções e a estrutura do documento.
Petição de Inventário
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA [NÚMERO] VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE [COMARCA]/[ESTADO]
Esta seção inicial estabelece o endereçamento da petição ao juízo competente, indicando a vara específica e a comarca onde o processo será tramitado, conforme as regras de competência territorial do Código de Processo Civil.
EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA [NÚMERO] VARA DE FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE [COMARCA]/[ESTADO] [NOME DO INVENTARIANTE], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e CPF nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], [CIDADE]/[ESTADO], CEP [CEP], por seu(sua) advogado(a) que esta subscreve, conforme procuração anexa (Doc. 01), com escritório profissional na [ENDEREÇO DO ESCRITÓRIO], [CIDADE]/[ESTADO], onde recebe intimações e notificações, vem, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro nos artigos 610 e seguintes do Código de Processo Civil e demais dispositivos legais aplicáveis, requerer a ABERTURA DE INVENTÁRIO JUDICIAL dos bens deixados pelo falecimento de [NOME DO FALECIDO], o(a) qual era [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e CPF nº [NÚMERO DO CPF], falecido(a) em [DATA DO ÓBITO], conforme Certidão de Óbito anexa (Doc. 02), pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir expostos. O presente pedido de abertura de inventário se faz necessário para regularizar a situação patrimonial do de cujus e proceder à devida partilha entre os herdeiros, em estrita observância à legislação sucessória brasileira, evitando-se maiores prejuízos e insegurança jurídica aos sucessores. A eleição do foro se dá em razão do último domicílio do falecido, conforme preceitua o Art. 48 do Código de Processo Civil, que estabelece a competência do foro de domicílio do autor da herança para o processamento do inventário, ainda que o óbito tenha ocorrido em outra localidade.
DOS FATOS
Esta seção detalha os fatos relevantes que justificam a abertura do inventário, incluindo a data do óbito, a existência de herdeiros, bens e a ausência ou existência de testamento, preparando o terreno para a fundamentação jurídica.
DOS FATOS Conforme comprova a Certidão de Óbito anexa (Doc. 02), [NOME DO FALECIDO] faleceu em [DATA DO ÓBITO], na cidade de [CIDADE DO ÓBITO]/[ESTADO], deixando bens a inventariar e herdeiros legítimos. O(A) de cujus era [estado civil na data do óbito, ex: casado(a) com [NOME DO CÔNJUGE SOBREVIVENTE] sob o regime de [REGIME DE BENS], ou solteiro(a), ou divorciado(a)], e residia na [ÚLTIMO ENDEREÇO DO FALECIDO], [CIDADE]/[ESTADO], sendo este seu último domicílio, o que define a competência deste juízo, nos termos do Art. 48 do Código de Processo Civil. O(A) falecido(a) deixou os seguintes herdeiros legítimos: 1. [NOME DO HERDEIRO 1], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e CPF nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], [CIDADE]/[ESTADO], CEP [CEP] – [relação de parentesco com o falecido, ex: filho(a)]. 2. [NOME DO HERDEIRO 2], [nacionalidade], [estado civil], [profissão], portador(a) do RG nº [NÚMERO DO RG] e CPF nº [NÚMERO DO CPF], residente e domiciliado(a) na [ENDEREÇO COMPLETO], [CIDADE]/[ESTADO], CEP [CEP] – [relação de parentesco com o falecido, ex: filho(a)]. [Adicionar mais herdeiros conforme necessário] Até o presente momento, não há conhecimento da existência de testamento deixado pelo(a) de cujus, o que implica que a sucessão se dará de forma legítima, conforme a ordem de vocação hereditária estabelecida no Art. 1.829 do Código Civil. Caso posteriormente seja descoberto um testamento, este será devidamente apresentado ao juízo para as providências cabíveis. O patrimônio deixado, objeto deste inventário, consiste em [DESCREVER BREVEMENTE OS BENS, ex: imóveis, veículos, aplicações financeiras, etc.], os quais serão detalhadamente arrolados na declaração preliminar, conforme exigido pelo Art. 620 do CPC. Salienta-se que o presente pedido de inventário é protocolado dentro do prazo legal de 60 (sessenta) dias, a contar da data do óbito, em conformidade com o Art. 611 do Código de Processo Civil, visando evitar quaisquer penalidades fiscais e garantir a celeridade do processo sucessório.
DO DIREITO
Esta seção expõe a fundamentação jurídica do pedido, citando os artigos de lei pertinentes que amparam o direito à sucessão, à abertura do inventário e à nomeação do inventariante.
DO DIREITO A abertura da sucessão ocorre com a morte, momento em que a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários, conforme o princípio da saisine, consagrado no Art. 1.784 do Código Civil. A herança, por sua vez, defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros, até a efetiva partilha, sendo a propriedade e posse indireta dos bens regulada pelo Art. 1.791 do mesmo diploma legal. A presente ação de inventário judicial encontra seu fundamento no Art. 610 do Código de Processo Civil, que estabelece a obrigatoriedade da via judicial nos casos em que há testamento ou herdeiros incapazes, ou, como no presente caso, para a correta administração do acervo hereditário e sua posterior partilha. Ademais, a nomeação do(a) Requerente como inventariante, conforme pleiteado, está em consonância com o Art. 615 do Código de Processo Civil, que permite que o requerimento de inventário e partilha seja instruído com a certidão de óbito do autor da herança, e com o Art. 617 do CPC, que elenca a ordem preferencial para a nomeação do inventariante. No caso em tela, o(a) Requerente, na qualidade de [relação de parentesco com o falecido, ex: filho(a) e herdeiro(a)], possui legitimidade e capacidade para exercer o encargo, representando o espólio ativa e passivamente, e administrando os bens da herança até a homologação da partilha, conforme o dever imposto pelo Art. 1.991 do Código Civil. A administração do espólio pelo inventariante é vital para a preservação do patrimônio e o cumprimento das obrigações do falecido, garantindo a lisura de todo o processo sucessório. Por fim, a necessidade de regularização do patrimônio e a devida formalização da transmissão da herança, com o recolhimento dos tributos incidentes, como o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), conforme a legislação estadual aplicável, justifica plenamente a presente medida judicial. A ausência de testamento leva à aplicação das regras de sucessão legítima, dispostas nos artigos 1.829 e seguintes do Código Civil, que definem a ordem de vocação hereditária e a forma como os bens serão divididos entre os herdeiros, garantindo a observância da vontade presumida do falecido e a proteção dos direitos sucessórios.
DA NOMEAÇÃO DO INVENTARIANTE
Esta seção formaliza o pedido de nomeação do inventariante, justificando a escolha com base nas disposições legais e na relação com o falecido, conforme a ordem preferencial do CPC.
DA NOMEAÇÃO DO INVENTARIANTE Conforme exposto nos fatos e fundamentado no direito aplicável, o(a) Requerente, [NOME DO INVENTARIANTE], na qualidade de [relação de parentesco com o falecido, ex: filho(a) e herdeiro(a) do(a) de cujus], possui a legitimidade e o interesse para assumir o encargo de Inventariante. A ordem preferencial para a nomeação do inventariante está expressamente prevista no Art. 617 do Código de Processo Civil, que estabelece, entre outros, que o cônjuge ou companheiro sobrevivente, ou o herdeiro que estiver na posse e administração dos bens, deve ser nomeado. Embora o(a) Requerente não seja o cônjuge sobrevivente, ele(a) é [filho(a) mais velho(a) / herdeiro(a) que possui maior contato com os bens / herdeiro(a) com maior consenso entre os demais], e demonstra total capacidade e interesse em zelar pelo patrimônio do espólio. Considerando que a administração do espólio é incumbência do inventariante, conforme o Art. 1.991 do Código Civil, e que o(a) Requerente possui plenas condições de desempenhar tal função com diligência e responsabilidade, requer-se a Vossa Excelência a sua nomeação para o cargo de Inventariante. Após a nomeação, o(a) Requerente se compromete a prestar o compromisso legal no prazo e forma da lei, apresentando as primeiras declarações e arrolando todos os bens do espólio, bem como suas dívidas, no prazo legal de 20 (vinte) dias, nos termos do Art. 620 do Código de Processo Civil. A nomeação do inventariante é um passo crucial para a regularização da herança e para que o processo possa seguir seu curso normal, com a arrecadação dos bens, avaliação e posterior partilha, garantindo a transparência e a legalidade de todas as etapas.
DOS PEDIDOS
Esta seção finaliza a petição com os pedidos formais ao juiz, incluindo a abertura do inventário, nomeação do inventariante, citação dos interessados e a homologação da partilha.
DOS PEDIDOS Diante do exposto, requer a Vossa Excelência: a) A concessão da Justiça Gratuita, nos termos do Art. 98 e seguintes do Código de Processo Civil, por ser o(a) Requerente pessoa hipossuficiente e não possuir condições de arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem prejuízo do próprio sustento e de sua família, conforme declaração de hipossuficiência anexa (Doc. 03). b) A abertura do presente Inventário Judicial dos bens deixados pelo falecimento de [NOME DO FALECIDO], com a consequente nomeação do(a) Requerente, [NOME DO INVENTARIANTE], para o cargo de Inventariante, determinando-se a lavratura do termo de compromisso, nos termos do Art. 617, caput e incisos, e Art. 618, ambos do Código de Processo Civil. c) Após a prestação do compromisso, a intimação do(a) Inventariante para que apresente as primeiras declarações, no prazo legal de 20 (vinte) dias, arrolando todos os bens do espólio e suas dívidas, conforme o Art. 620 do CPC. d) A citação dos demais herdeiros [NOME DOS OUTROS HERDEIROS, se houver], no endereço [ENDEREÇO DOS HERDEIROS], para que acompanhem o feito e se manifestem, caso queiram, nos termos do Art. 626 do CPC. e) A intimação da Fazenda Pública Estadual para que se manifeste sobre o cálculo do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), conforme o Art. 626, § 1º do CPC, e a intimação do Ministério Público, caso haja herdeiros incapazes ou ausentes, ou testamento, em conformidade com o Art. 178 do CPC. f) Ao final, seja julgado procedente o presente pedido, com a homologação da partilha dos bens, expedindo-se o formal de partilha e os alvarás necessários, para que se opere a regularização e a transmissão da propriedade dos bens aos herdeiros, conforme o Art. 654 do Código de Processo Civil. Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em direito admitidos, em especial a prova documental, oitiva de testemunhas e depoimento pessoal, sem exclusão de outros. Dá-se à causa o valor de R$ [VALOR ESTIMADO DA HERANÇA], para efeitos fiscais e de alçada. Nestes termos, Pede deferimento. [CIDADE]/[ESTADO], [DATA]. [ASSINATURA DO(A) ADVOGADO(A)] [NOME DO(A) ADVOGADO(A)] OAB/[ESTADO] nº [NÚMERO DA OAB]
Gere esta peça com inteligência artificial
Quando usar este modelo
Este modelo de Petição de Inventário é indicado para situações em que se faz necessário iniciar o procedimento judicial de inventário e partilha dos bens de uma pessoa falecida. Sua utilização é compulsória quando há herdeiros incapazes (menores de idade ou interditados), testamento deixado pelo de cujus, ou quando não há consenso entre os herdeiros sobre a partilha dos bens. Nesses cenários, a via judicial é a única forma de se proceder à sucessão, garantindo a intervenção e fiscalização do Ministério Público e a homologação judicial da partilha.
O prazo legal para a abertura do inventário é de 60 (sessenta) dias, contados da data do óbito, conforme o Art. 611 do Código de Processo Civil. A inobservância desse prazo pode acarretar em multas fiscais sobre o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), dependendo da legislação estadual. É fundamental que a petição seja protocolada dentro deste período para evitar ônus adicionais aos herdeiros. Situações como a existência de dívidas do falecido que necessitam ser quitadas com o patrimônio também justificam a urgência na abertura do inventário, para que os credores possam ser habilitados e os débitos devidamente adimplidos antes da partilha final.
Ademais, este modelo é apropriado para casos onde o patrimônio envolve bens complexos, como empresas, investimentos variados ou imóveis em diferentes localidades, exigindo uma análise detalhada e a intervenção judicial para a correta avaliação e divisão. A presença de um advogado é obrigatória em todas as modalidades de inventário, seja judicial ou extrajudicial, para a defesa dos interesses dos herdeiros e a correta condução do processo, conforme o Art. 610, § 2º do CPC.
Elementos obrigatórios
Itens essenciais que devem constar neste tipo de petição para ser aceita pelo juízo.
Base legal
Fundamentação jurídica aplicável a este tipo de documento.
Art. 610 do Código de Processo Civil (CPC)
Trata da possibilidade de inventário judicial ou extrajudicial, e da obrigatoriedade do judicial na presença de incapazes ou testamento.
Art. 611 do Código de Processo Civil (CPC)
Estabelece o prazo de 60 dias para a abertura do inventário, a contar da data do óbito.
Art. 1.784 do Código Civil (CC)
Dispõe sobre o princípio da saisine, que determina que a herança transmite-se, desde logo, aos herdeiros legítimos e testamentários com a abertura da sucessão.
Art. 1.791 do Código Civil (CC)
Define que a herança defere-se como um todo unitário, ainda que vários sejam os herdeiros, sendo a propriedade e posse indireta dos bens até a partilha.
Art. 1.991 do Código Civil (CC)
Atribui ao inventariante o dever de administrar o espólio, representando-o ativa e passivamente, até a homologação da partilha.
Manual vs. com IA
Compare o processo tradicional com a geração assistida por inteligência artificial.
Processo manual
Tempo estimado: 2–4 horas
- 1Pesquisar legislação e jurisprudência aplicável
- 2Estruturar a peça do zero ou adaptar modelo genérico
- 3Redigir fatos, fundamentos jurídicos e pedidos
- 4Revisar formatação, citações e coerência
- 5Exportar e formatar para protocolo
Com SolucioneAqui
Tempo estimado: 10–15 minutos
- 1Descreva os fatos em linguagem natural
- 2A IA identifica a área e seleciona a fundamentação
- 3Receba a petição completa em minutos
- 4Revise com verificação automática de qualidade
- 5Exporte em Word pronto para protocolo
Perguntas frequentes
Qual o prazo legal para iniciar um processo de inventário no Brasil?
É obrigatório ter um advogado para fazer um inventário?
Quanto custa um processo de inventário no Brasil?
Quando é possível realizar um inventário extrajudicial (em cartório)?
Quais documentos são necessários para dar entrada em um inventário judicial?
A inteligência artificial pode auxiliar na geração de uma Petição de Inventário?
Modelos relacionados
Outros modelos que podem ser úteis para o seu caso.
Petição de Divórcio Consensual
A Petição de Divórcio Consensual é um instrumento jurídico fundamental para casais que decidiram, de comum acordo, dissolver o vínculo matrimonial. Este documento formaliza perante o Poder Judiciário a vontade das partes em pôr fim ao casamento, estabelecendo todos os termos da separação de forma amigável. Abrange desde a partilha de bens e dívidas até questões relacionadas à guarda, visitas e pensão alimentícia dos filhos, caso existam, além da eventual retomada do nome de solteiro(a). Sua importância reside na capacidade de proporcionar uma resolução pacífica e eficiente para o término de uma união, evitando litígios prolongados e desgastantes. Ao permitir que os próprios cônjuges definam os termos do divórcio, o processo se torna mais célere e menos oneroso emocional e financeiramente. Este modelo visa guiar os usuários na elaboração de uma petição robusta e completa, garantindo que todos os requisitos legais sejam atendidos para a homologação judicial do divórcio consensual.
Petição de Pensão Alimentícia
A Petição de Pensão Alimentícia é o instrumento jurídico fundamental pelo qual o credor, geralmente um filho menor de idade representado por seu genitor guardião, busca o Poder Judiciário para compelir o devedor a cumprir seu dever legal de sustento. Este documento é indispensável para formalizar a obrigação alimentar, garantindo que as necessidades básicas da criança ou adolescente — como alimentação, habitação, educação, saúde, vestuário e lazer — sejam supridas de forma proporcional às possibilidades do pagador e às necessidades do alimentando, conforme determina o binômio necessidade-possibilidade. No contexto do Direito de Família brasileiro, este documento não apenas pleiteia a fixação do valor mensal, mas também serve para estabelecer critérios de atualização e reajuste da obrigação. Sua importância reside na proteção constitucional da dignidade da pessoa humana e na garantia de direitos fundamentais da criança e do adolescente. A ausência de uma ação judicial formal frequentemente leva à inadimplência e à precariedade na subsistência do menor. Assim, a petição estruturada com rigor técnico é o primeiro passo para assegurar a efetividade da proteção jurídica, permitindo, inclusive, a estipulação de medidas coercitivas em caso de descumprimento, como a execução forçada e a possibilidade de decretação de prisão civil do devedor, conforme o rito específico previsto na legislação processual vigente.
Petição de Divórcio Litigioso
A Petição de Divórcio Litigioso é o instrumento jurídico utilizado para iniciar o processo de dissolução do vínculo matrimonial quando não há consenso entre as partes sobre os termos do divórcio. Este modelo serve como um guia essencial para advogados e partes que necessitam formalizar a separação judicialmente, abordando questões cruciais como guarda dos filhos, regime de convivência, pensão alimentícia e partilha de bens. Sua importância reside na garantia do acesso à justiça e na proteção dos direitos de todos os envolvidos, especialmente os mais vulneráveis, como os filhos menores, assegurando que o processo transcorra conforme a legislação vigente e os princípios do Direito de Família. Este documento é a peça fundamental que expõe os fatos, fundamenta o pedido com base na lei e formula as solicitações específicas ao juízo. Ele deve ser elaborado com rigor técnico e clareza, pois é a partir dele que o processo judicial se desenvolverá. A elaboração de uma Petição de Divórcio Litigioso bem estruturada e fundamentada é crucial para o sucesso da demanda, pois ela delineia toda a estratégia processual e as pretensões do requerente, orientando o magistrado na análise e decisão das questões complexas que envolvem o fim de um casamento.
Gere sua Petição de Inventário em minutos
Nossa IA analisa o caso, seleciona a fundamentação jurídica adequada e gera o documento completo, pronto para revisão e protocolo.